SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE

CNPJ/MF nº 60.517.984/0001-04
Fundação: 25 de janeiro de 1930
Apelidos: O Mais Querido, Clube da Fé, SPFC, Tricolor Paulista.
Esquadrão de Aço (30-35), Tigres da Floresta (30-35), Rolo Compressor (38-39, 43-49), Tricolor do Canindé (44-56), Rei da Brasilidade (50-60), Tricolor do Morumbi (60-), Máquina Tricolor (80/81), Tricolaço (80/81), Menudos do Morumbi (85-89), Máquina Mortífera (92/93), Expressinho Tricolor (94), Time de Guerreiros (2005), Soberano (2008), Jason (08-09), Exército da Salvação (2017).
Mascote: São Paulo, o santo.
Lema: Pro São Paulo FC Fiant Eximia (Em prol do São Paulo FC façam o melhor).
Endereço: Pr. Roberto Gomes Pedrosa, 1. Morumbi; São Paulo - SP. CEP: 05653-070.
Site Oficial: www.saopaulofc.net
E-mail: site@saopaulofc.net
Telefone: (55-0xx11) 3749-8000. Fax: 3742-7272.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Maiores artilheiros da história do São Paulo por adversários

C. Jogador Adversário Gols
Serginho Chulapa (Sérgio Bernardino) Santos-SP 21
Teixeirinha (Elísio dos Santos Teixeira) Juventus-SP 21
Luizinho (Luiz Mesquita de Oliveira) Ypiranga-SP 20
Gino Orlando (Gino Orlando) Portuguesa-SP 17
Leônidas (Leônidas da Silva) Juventus-SP 17
Luizinho (Luiz Mesquita de Oliveira) Santos-SP 17
Gino Orlando (Gino Orlando) Ponte Preta-SP 15
Gino Orlando (Gino Orlando) XV Piracicaba-SP 15
Serginho Chulapa (Sérgio Bernardino) Corinthians-SP 15
10º Luizinho (Luiz Mesquita de Oliveira) Juventus-SP 14
11º Leônidas (Leônidas da Silva) Nacional-SP 13
11º Teixeirinha (Elísio dos Santos Teixeira) Nacional-SP 13
13º Antonio Sastre (Antonio Sastre) Portuguesa St.-SP 12
13º Babá (Roberto Caveanha) Portuguesa St.-SP 12
13º Gino Orlando (Gino Orlando) Palmeiras-SP 12
13º Leônidas (Leônidas da Silva) Comercial (SP)-SP 12
13º Leônidas (Leônidas da Silva) Santos-SP 12
13º Luís Fabiano (Luís Fabiano Clemente) Vasco da Gama-RJ 12
13º Luizinho (Luiz Mesquita de Oliveira) Corinthians-SP 12
13º Müller (Luiz Antônio Corrêa da Costa) Palmeiras-SP 12
13º Remo (Remo Januzzi) Santos-SP 12
13º Serginho Chulapa (Sérgio Bernardino) Portuguesa-SP 12
13º Teixeirinha (Elísio dos Santos Teixeira) Corinthians-SP 12
24º Leônidas (Leônidas da Silva) Corinthians-SP 11
24º Leônidas (Leônidas da Silva) Ypiranga-SP 11
24º Maurinho (Mauro Raphael) Corinthians-SP 11
24º Maurinho (Mauro Raphael) Portuguesa St.-SP 11
24º Pardal (Lino Mancilla) Portuguesa St.-SP 11
24º Remo (Remo Januzzi) Jabaquara-SP 11
24º Teixeirinha (Elísio dos Santos Teixeira) Portuguesa St.-SP 11
24º Teixeirinha (Elísio dos Santos Teixeira) Jabaquara-SP 11
32º Araken (A. Abraham P. da Silveira) Sírio-SP 10
32º França (Françoaldo Sena de Souza) Portuguesa-SP 10
32º França (Françoaldo Sena de Souza) Rio Branco-SP 10
32º Friedenreich (Arthur Friedenreich) S. Bento (SP)-SP 10
32º Gino Orlando (Gino Orlando) Jabaquara-SP 10
32º Gino Orlando (Gino Orlando) Santos-SP 10
32º Leônidas (Leônidas da Silva) Portuguesa St.-SP 10
32º Leônidas (Leônidas da Silva) Palmeiras-SP 10
32º Luís Fabiano (Luís Fabiano Clemente) Corinthians-SP 10
32º Luizinho (Luiz Mesquita de Oliveira) Portuguesa-SP 10
32º Luizinho (Luiz Mesquita de Oliveira) Nacional-SP 10
32º Luizinho (Luiz Mesquita de Oliveira) Jabaquara-SP 10
32º Müller (Luiz Antônio Corrêa da Costa) Guarani-SP 10
32º Prado (Antônio F. Bueno do Prado) Portuguesa-SP 10
32º Remo (Remo Januzzi) Comercial (SP)-SP 10
32º Remo (Remo Januzzi) Portuguesa St.-SP 10
32º Remo (Remo Januzzi) Ypiranga-SP 10
32º Serginho Chulapa (Sérgio Bernardino) Noroeste-SP 10
32º Teixeirinha (Elísio dos Santos Teixeira) Santos-SP 10
32º Waldemar de Brito (Waldemar de Brito) América-RJ 10

Ranking dos jogadores com adversários que sofreram dez ou mais gols

1º - Leônidas: oito clubes
Comercial-SP, Corinthians, Juventus, Nacional, Palmeiras, Portuguesa Santista, Santos e Ypiranga
Obs: Mais de dez gols marcados em todos os clássicos: Majestoso, Choque-Rei e Sansão

2º - Luizinho: sete clubes
Corinthians, Jabaquara, Juventus, Nacional, Portuguesa, Santos e Ypiranga

3º - Gino Orlando: seis clubes
Jabaquara, Palmeiras, Ponte Preta, Portuguesa, Santos e XV de Piracicaba

3º - Teixeirinha: seis clubes
Corinthians, Jabaquara, Juventus, Nacional, Portuguesa Santista e Santos

5º - Remo: cinco clubes
Comercial-SP, Jabaquara, Portuguesa Santista, Santos e Ypiranga

6º - Serginho Chulapa: quatro clubes
Corinthians, Noroeste, Portuguesa e Santos

7º - França: dois clubes
Portuguesa e Rio Branco

7º - Luis Fabiano: dois clubes
Corinthians e Vasco da Gama

7º - Maurinho: dois clubes
Corinthians e Portuguesa Santista

7º - Müller: dois clubes
Palmeiras e Guarani

Ranking dos clubes que em que mais tricolores marcaram dez ou mais gols

1º - Portuguesa Santista: sete jogadores
Antônio Sastre, Babá, Leônidas, Maurinho, Pardal, Remo e Teixeirinha

2º - Corinthians: seis jogadores
Leônidas, Luis Fabiano, Luizinho, Maurinho, Serginho Chulapa e Teixeirinha

2º - Santos: seis jogadores
Gino Orlando, Leônidas, Luizinho, Remo, Serginho Chulapa e Teixeirinha

4º - Portuguesa: cinco jogadores
França, Gino Orlando, Luizinho, Prado e Serginho Chulapa

5º - Jabaquara: quatro jogadores
Gino Orlando, Luizinho, Remo e Teixeirinha

6º - Juventus: três jogadores
Leônidas, Luizinho e Teixeirinha

6º - Ypiranga: três jogadores
Leônidas, Luizinho e Remo

6º - Nacional: três jogadores
Leônidas, Luizinho e Teixeirinha

6º - Palmeiras: três jogadores
Gino Orlando, Leônidas e Müller

10º - Comercial-SP: dois jogadores
Leônidas e Remo

Dados até a presente data.

Quando o Pacaembu viu o Santos de Pelé fugir do São Paulo

Texto originalmente publicado em 11 de outubro 2017 no site saopaulofc.net.


Todo são-paulino sabe que os anos 60 foram os mais difíceis em termos de conquistas na história do Tricolor, principalmente pelo esforço hercúleo de se construir e finalizar o Estádio do Morumbi - o maior estádio particular do mundo, à época. Difícil também porque nesse período o Santos, de Pelé e cia., atrapalhava um pouco...

Ainda assim, o Tricolor tem um jogo inesquecível frente ao time que dominou o cenário futebolístico daquela década e que todo torcedor - principalmente os que estiveram no Pacaembu no dia 15 de agosto de 1963 - gosta de lembrar (e também tirar um sarro).

Naquele quinta-feira, a tarde, a expectativa do público era o de um grande clássico. Cinco meses antes, o São Paulo sofrera nas mãos dos rivais a maior goleada já imposta por eles (2 a 6). Agora, os tricolores queriam a desforra. A imprensa, por sua vez, destacava o duelo entre o santista Pelé e o ex-santista e então tricolor Pagão, apregoando que seria um confronto equilibrado. 

O Esporte

Mas o que se viu em campo foi uma supremacia são-paulina: o Tricolor goleou o Santos. Não foi nem a maior goleada já aplicada sobre o rival em todos os tempos (9 a 1 em 1944 é hors concours), ainda assim, deu pro gasto. O resultado provocou uma reação nunca vista contra esse adversário e que jamais voltou a ocorrer: o Santos abandonou o jogo, aliás, não somente: fez cai-cai e fugiu de campo. É o expressamente dito nos jornais da época.

Sem colocar a carroça na frente dos bois, vamos do princípio. 60.115 pessoas foram ao Pacaembu ver o SanSão válido pelo Paulistão de 1963. A casa cheia motivou os tricolores a partir para o ataque e assim, logo aos cinco minutos, Faustino recebeu um passe de Martinez pela direita, cortou para o meio, se livrou de Aparecido e driblou Mauro e Dalmo na entrada da área. Cara a cara com o goleiro, chutou rasteiro sem chance alguma para Gilmar: 1 a 0 para o São Paulo! Que golaço!

A Gazeta Esportiva

Imediatamente após o gol, o Tricolor teve cinco chances para ampliar o placar, mas desperdiçou as oportunidades (parou nas mãos do arqueiro). Dias, naquela altura, era quase como um sexto atacante são-paulino, tabelando com Faustino e Pagão. Apesar desse volume de jogo, aos 21 minutos, o Santos empatou com um gol de peixinho de Pelé. 

O tento rival por pouco tempo desestabilizou o esquema de jogo do Mais Querido e os adversários passaram a incomodar mais no ataque. Porém, o sistema defensivo do Tricolor corrigiu a falha que proporcionou o gol de empate santista (deslocando Jurandir e até Sabino para o lado esquerdo, impedindo novas bolas na área; no direito, Deleu deu conta de Pepe e Pelé não achava espaço).

O Esporte

Assim, em pouco tempo o São Paulo já mandava na partida novamente. Não causou estranheza que, aos 37 minutos, tenha balançado as redes: Pagão, fazendo jus à torcida, roubou a bola do ex são-paulino Mauro na altura do meio do campo e lançou para Benê, que rapidamente tocou de volta para Pagão. Enquanto o atacante ajeitava a pelota, o meia disparou ao ataque, onde recebeu mais uma vez a bola, agora já de frente a Gilmar. Foi só tocar para o fundo do gol: 2 a 1 para o São Paulo! Que tabela!

A maneira como ocorreu o segundo gol do Tricolor deve ter sido um baque daqueles para os jogadores do time praiano, pois, apenas três minutos depois, o São Paulo chegou facilmente ao terceiro gol...

O Esporte

Sabino fintou Aparecido duas vezes (este falhou em cometer a falta nas duas) e passou para Martinez, à frente. O paraguaio do time do Morumbi, como bem ressalta do jornal O Estado de S. Paulo, não estava impedido, pois o zagueiro Mauro estava bem junto ao goleiro Gilmar, dando-lhe condições. Fazendo pivô, Martinez devolveu a bola para Sabino, que invadiu até a pequena área, deixando à poeira a dupla de zaga e o guardião litorâneo, que tentou cometer pênalti e nem isso conseguiu: 3 a 1 São Paulo! Que velocidade!

Os oponentes, após esse tento, reclamaram muito da validação pela arbitragem. O juiz, Armando Marques, então expulsou Coutinho, por tê-lo dito "Todo o jogo você #$!%@#$" (censura minha, expressa em A Gazeta Esportiva). A lenda, porém, diz que o atleta teria atacado a masculinidade do apitador: "Satisfeito, florzinha?". O fato é que a atitude do árbitro causou a explosão e a revolta de Pelé, em seguida: "Ele não está expulso, seu ladrão!". O camisa 10 santista foi o próximo a ver o olho da rua.

A Gazeta Esportiva

Se 11 contra 11, a situação estava feia para o time alvinegro, com dois a menos pintava uma chance do São Paulo relembrar 1944. O 3 a 1, que marcava o fim do primeiro tempo, apesar de bom, não refletia a tremenda superioridade do conjunto tricolor na partida: tinha tudo para ser um vareio daqueles.

Antecipando as possibilidades futuras, muitos no Pacaembu imaginavam que o Santos sequer voltaria para a etapa final. Posteriormente, em A Gazeta Esportiva, o técnico são-paulino Brandão afirmou que o médico do adversário, o Dr. Salerno, havia dito a ele que o time praiano melaria o jogo.

A Gazeta Esportiva

Mas sim, o Santos subiu ao gramado do Pacaembu para a segunda etapa. Porém, com oito jogadores - um a menos que o esperado. Aparecido (misteriosamente) contundiu-se no vestiário - disseram. Vale lembrar que naquela época em jogos de campeonato não eram permitidas substituições.

Foi só bola rolar que começou o cai-cai e revelou-se a trama. Aos três minutos, em uma jogada banal, de encontrão de Bellini com Pepe, este se atira ao chão, praticamente ferido de morte... Agora o Santos tinha sete em campo - o limite para o jogo seguir.

A Gazeta Esportiva

E seguiu, com o Tricolor no ataque, mesmo meio "sem jeito" com tudo o que acontecia. Enfim, era obrigação fazer mais gols, e o fez: Aos cinco minutos, Dias dominou pela direita, viu Pagão avançando pelo meio e lançou primorosamente para o atacante. Ainda na corrida, bateu prontamente para o gol e anotou, sem chance para o goleiro: 4 a 1 São Paulo! Que finalização!

Pena que não deu para mais nada. Na saída de bola, Dorval alardeia contusão após chutar a bola... O cai-cai foi indecente de descarado. Com a atitude dos santistas, com somente seis atletas no relvado, não restou ao árbitro nada mais do que encerrar a partida aos oito minutos do segundo tempo. Só foram disputados 53 dos 90 minutos regulamentares.

A Gazeta Esportiva

O São Paulo não pôde alcançar o recorde de 1944, mas, de todo jeito, a partida entrou para a história como "aquela vez que o time do melhor jogador do mundo de todos os tempos fugiu de campo com medo de sofrer uma goleada implacável do Tricolor".

Depois desse jogo, o time santista, que era campeão mundial, etc. e tal,  desandou de vez e terminou o Campeonato Paulista na terceira colocação, atrás do próprio São Paulo, vice-campeão. Coube ao Mais Querido, ainda, uma conquista que se iniciou imediatamente após essa peleja contra o Santos: A Pequena Copa do Mundo, realizada na Venezuela, onde o Tricolor desbancou o Porto e o Real Madrid, com moral. 

O Esporte


GOL A GOL

A Gazeta Esportiva e O Estado de S. Paulo

FICHA DO JOGO

SÃO PAULO Futebol Clube 4 x 1 Santos Futebol Clube
15/08/1963. Campeonato Paulista
São Paulo (SP), Estádio Municipal Paulo Machado de Carvalho - Pacaembu,

SPFC: Suly; Deleu, Bellini, e Ilzo; Dias e Jurandir; Faustino, Martinez, Pagão, Benê e Sabino. Técnico: Osvaldo Brandão.

SFC: Gilmar; Aparecido, Mauro e Geraldino; Zito e Dalmo; Dorval, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.

Gols: Faustino, 5/1, Pelé, 21/1, Benê, 37/1, Sabino, 40/1 e Pagão, 5/2
Árbitro: Armando Marques
Expulsões: Pelé e Coutinho
Público: 60.115 pagantes
Renda: CR$ 19.950.000,00

Folha de S. Paulo


segunda-feira, 9 de julho de 2018

Camisas propostas em 1992

Matéria de Luísa de Oliveira para O Estado de S. Paulo, de 1º de julho de 1992.

ARTISTA SUGERE NOVAS CAMISAS

A tradicional camisa do São Paulo, que desde a fundação do clube, em 1930, veste os jogadores do time, pode virar peça de museu. Essa é, pelo menos, a sugestão do premiado artista plástico paulistano Gustavo Rosa, de 45 anos. Torcedor são-paulino desde garoto, Rosa vem trabalhando no projeto de criação de duas novas camisas para a equipe. "O São Paulo precisa se modernizar", apregoa. "Estou dando a minha contribuição". Ontem, as camisas foram mostradas aos jogadores do time.

A ideia de Rosa de criar a nova camisa do São Paulo surgiu numa conversa com o presidente do clube, José Eduardo Mesquita Pimenta, em 1990, logo após a posse do dirigente. "Batemmos um papo sobre o uniforme e decidi desenvolver um projeto", relembra o artista. Os planos iniciais acabaram se transformando numa espécia de campanha, agora lançada por Gustavo Rosa, com a ajuad de amigos, como o dono de restaurantes Antônio Carlos de Toledo, que ressalta: "Ele fez um belo trabalho".

V da vitória

A combinação do vermelho, do branco e do preto, símbolo do Tricolor, permanecem nos modelos criados por Rosa. Na camisa número um, as listras vermelhas e pretas, atualmente no peito dos jogadores, saem das mangas e descem até o peito do jogador. "É o V da vitória", explica o artista. "Isso faz o atleta crescer em campo, como aconteceu com aquele lindo uniforme da Alemanha". No uniforme número dois, prevalece o negro.

Ex-publicitário, Rosa preocupou-se, também, em ressaltar o distintivo do São Paulo. Por isso, deixou o escudo separado das listras e aboliu a linha preta que o envolvia. "Assim, não há interferência no símbolo do clube". O artista, que já expôs quadros e gravuras nos Estados Unidos, Alemanha, França, Israel e outros países, admite que a camisa da Seleção da Alemanha, com faixas onduladas amarela, vermelha e preta, o influenciou: "Parecia que eles tinham 22 jogadores na Copa". Rosa propõe, também, que a meia da equipe continue com o fundo branco, mas ganhe uma listra vermelha e uma preta.

Cuidado

Segundo Rosa, vários torcedores aprovam a mudança. "Todos os são-paulinos com quem conversei aceitaram a proposta", conta. Os jogadores são-paulinos, porém, mostraram-se contrários. Ontem, no CT da Lapa, eles disseram preferir o atual uniforme, o dos títulos.

"Sou a favor da modernização, mas só para a camisa número dois", opina o presidente Pimenta. "A camisa tradicional deve continuar como a número um e a outra deve vir gradualmente nos treinos e amistosos, sem ser imposta", concorda o diretor de futebol, Fernando Casal de Rey. "As propostas de mudança são interessantes, mas o clube precisa ouvir opiniões", argumenta o secretário-geral João Roberto Seabra Malta.

De qualquer forma, qualquer mudança na camisa do time significa alteração do estatuto do clube. Para isso, é necessária a aprovação de 121 conselheiros, a maioria simples do conselho. Por isso, Rosa lançou, agora, os modelos oficialmente e pretende mostrá-los aos são-paulinos. "Poderíamos até fazer uma votação entre os torcedores", sugere.

Duas mulheres bonitas já votariam pelo "sim". Maria Cristina Mendes Caldeira, são-paulina e amiga de Rosa, posou no Morumbi com a proposta para a camisa número um, a branca, e gostou. "Achei linda", disse Maria Cristina, apontada como uma das últimas namoradas de Ayrton Senna. Doris Giesse, bailarina, modelo e apresentadora do Fantástico na TV Globo e ex-namorada de Gustavo Rosa, vestiu a camisa negra no ateliê do artista e concluiu: "É charmosa".

A camisa nº 1

A camisa nº 2

Nota: A camisa nº 1 proposta lembra um pouco a primeira camisa de goleiro da história do clube, usada por Nestor no torneio início de 1930 (e ao visto, somente nesse jogo), abaixo ilustrada, com as faixas invertidas. Claro que o artista, em 1992, desconhecia esse fato.


segunda-feira, 18 de junho de 2018

23 gols do Tricolor em um único dia

Texto originalmente publicado no dia 8 de outubro de 2017 no site saopaulofc.net.


Foi no estádio do Pacaembu que, há 73 anos, o Tricolor conseguiu a aplicar a maior goleada da história do clube em um clássico. Naquela tarde de 18 de junho de 1944, o São Paulo foi implacável contra o time do Santos, goleando o rival por incríveis 9 a 1!

O público presente ao Municipal para esse Sansão, que valeu pelo Campeonato Paulista daquela temporada, saiu satisfeito não somente por ver os gols da partida principal, mas também por presenciar outra impiedosa goleada são-paulina para cima do time do litoral: 14 a 0 na rodada preliminar, dos aspirantes! Ao todo, o São Paulo marcou 23 gols em cima dos alvinegros praianos em um único dia!


O time são-paulino, antes desse massacre, queria fazer valer a condição de atual campeão do certame e recuperar o bom desempenho no campeonato, onde já havia goleada o SPR por 8 a 2, o Jabaquara por 6 a 2 e a Portuguesa Santista por 7 a 4 – os tricolores vinham de uma vitória mirrada contra o Juventus (1 a 0) de um empate em 3 a 3 com o Palmeiras (quando o Tricolor chegou a vencer por 3 a 1).


Os confrontos

Tudo começou muito bem. No tradicional confronto preliminar, envolvendo os aspirantes das duas equipes, o Expressinho Tricolor passou por cima do oponente com estrondosos 14 gols, anotados por Yeso (6), Teixeirinha (2), Américo (2), Ministro (2), Leopoldo (2). Ou seja, toda a linha de frente do time anotou no mínimo dois tentos no confronto.

Vale ressaltar que essa equipe aspirante do São Paulo foi pentacampeã consecutiva no Estado de São Paulo entre 1943 e 1947.

O profissional, contudo - e talvez pela goleada inicial ter mexido com o brio santista - começou o jogo perdendo. Aos 13 minutos, Soler bateu uma falta com precisão no gol de King. Mas o Tricolor acordou e, aos 20 minutos, com Pardal, empatou a partida após passe de Tim. O jogo seguiu então parelho, até o ataque rival perder um gol incrível, com Ruy, cara a cara com o goleiro. A partir daí só deu São Paulo!


Aos 32 minutos, Alberto pôs a mão na bola: pênalti marcado. Pardal foi lá a bateu certeiro, embaixo de Joãozinho, o defensor da meta santista, anotando o segundo gol dele na partida. Pouco tempo depois, outro passe açucarado de Tim e gol de Remo, aos 37 minutos. E assim encerrou-se a primeira etapa da peleja.

O jogo recomeçou com Tim endiabrado: Aos 4 minutos, ele tabelou com Sastre e disparou em corrida, isolando-se dos adversários e chutando com precisão: 4 a 1 para o São Paulo! Começou a cair então uma chuvinha fina, daquelas chatas, que só deixam gramado e bola escorregadios. Aproveitando-se do fato, Sastre, aos 11 minutos, cruzou a pelota de couro para Luizinho, que, sem receio algum, testou com categoria para o fundo do gol: 5 a 1!

Mas os são-paulinos queriam mais e continuavam pressionando. Acuado, Jaú chutou em falso e perdeu a bola para Tim, que comodamente ampliou o placar, aos 16 minutos. Não perca a conta, já são seis! A categoria e técnica dos tricolores era tanta, que espantava os cronistas da época. O jornal A Gazeta Esportiva, no dia seguinte, registrou: "É tão certa e completa a supremacia tricolor que seu ataque se limita a zombar do adversário com a bola nos pés, fazendo a delícia da torcida. São lances e mais lances embriagadores e todos eficazes que nascem no campo santista".

O Tricolor começou a perder gols a rodo! Remo atingiu uma bola na trave. Tim resolveu driblar, de última hora, o goleiro, e deixou escapar um tento. Já sofrendo em demasia, o santista Ari Silva perdeu o controle e atingiu violentamente Luizinho: o juiz o expulsa de campo. Com um a mais no gramado, não tardou e o São Paulo elevou a contagem. O sétimo gol veio de cobrança de falta de Sastre para Luizinho, que, de cabeça e antecipando-se ao goleiro, novamente balançou as redes, aos 27 do segundo tempo.


A chuva apertou e os refletores foram acessos, mas os tricolores queriam mais. 33 minutos: Pardal avançou até a linha de fundo e cruzou curto para Sastre, que surpreendeu Joãozinho, chegando antes - era o oitavo gol! E, quando quase não havia tempo para mais nada, aos 44 minutos, passe de Sastre para Remo e o placar foi finalizado em 9 a 1! Talvez a torcida são-paulina tenha deixado o Municipal um tanto quanto desgostosa por não ter sido alcançada a dezena, mas nove estava de bom tamanho.


Destino Cruel

O goleiro do Santos nessa goleada, Joãozinho, ficou marcado pelo resultado e deixou a equipe praiana ao final da temporada. Permanecendo em Santos, passou a jogar pelo Jabaquara em 1945 e lá, no dia 8 de julho, sofreu outra avalanche de gols do São Paulo, também no Pacaembu, na maior goleada da história do Tricolor até hoje (junto a outra ocorrida em 1933): 12 a 1.

Vida dura... Estima-se que Joãozinho, em 11 jogos contra o São Paulo (defendendo Comercial da Capital, SPR, Santos e Jabaquara), tenha sofrido nada menos que 52 gols, média de quase 5 a cada jogo.


Ficha do Jogo

18.06.1944 Campeonato Paulista
São Paulo (SP). Estádio Municipal de São Paulo - Pacaembu
SÃO PAULO Futebol Clube 9 x 1 SANTOS Futebol Clube

SPFC: King; Piolim e Florindo; Zezé Procópio, Ruy e Noronha; Luizinho, Antonio Sastre, Tim, Remo e Pardal
Capitão: Luizinho
Técnico: Joreca

Gols: Pardal, 20/1; Pardal (pênalti), 32/1; Remo, 37/1; Tim, 4/2; Luizinho, 11/2; Tim, 16/2; Luizinho, 26/2; Sastre, 33/2; Remo, 44/2

SFC: Joãozinho; Jaú e Gradim; Ari Silva, Soler e Alberto; Cláudio, Fierro, Teleco, Eunápio e Ruy.
Técnico: Ricardo Diez

Gols: Soler (falta), 13/1

Árbitro: Rodolfo Wenzel
Renda: Cr$ 75.367,00

Preliminar

SÃO PAULO Futebol Clube 14 x 0 SANTOS Futebol Clube
Gols: Ieso (6), Teixeirinha (2), Américo (2), Ministro (2), Leopoldo (2)


Fotos: A Gazeta Esportiva

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Pela segunda vez nos pontos corridos, Tricolor é o último invicto do Brasileirão


Após cinco rodadas em 2018, São Paulo repete feito que não ocorria há 14 anos.

Com gols de Tréllez e de Shaylon, este, já nos acréscimos do segundo tempo, o São Paulo empatou com o Bahia em 2 a 2, fora de casa, pela quinta rodada do Campeonato Brasileiro de 2018. O resultado manteve o Tricolor invicto na campanha do torneio nacional. Além, aliado as derrotas de Flamengo, frente à Chapecoense; Palmeiras, contra o Corinthians; e Vasco, para o Vitória, fez o clube se tornar o único time a não conhecer a derrota nesta temporada.

Desde a adoção do sistema de pontos corridos para a competição, em 2003, esta foi a segunda vez que o Tricolor assegurou o posto de “último invicto”. A primeira vez se deu no ano de 2004, quando o São Paulo permaneceu seis rodadas sem perder jogo algum.

Naquela ocasião, os tricolores fizeram a seguinte jornada: 1x0 no Atlético-PR (C), 1x1 com o Criciúma (F), 1x0 Fluminense (C), 3x2 Guarani (F), 2x1 Coritiba (F) e 2x2 Paraná (C). A primeira derrota veio contra o Cruzeiro, no Mineirão, na sétima rodada (1x2).

Quem se manteve parelho ao Tricolor, naquela vez, foi o São Caetano, que caiu frente ao Figueirense na sexta rodada.

Em 2018, o São Paulo superou o Paraná por 1 a 0 (C), e empatou com Ceará, 0 a 0 (F); Fluminense, 1 a 1 (F), Atlético-MG, 2 a 2 (C), e Bahia, 2 a 2 (F), jogo deste último domingo, dia 13.
Confira, abaixo, a relação dos “últimos invictos” desde 2003:

2003: Cruzeiro, 9 rodadas
2004: São Paulo, 6 rodadas
2005: Juventude, 6 rodadas
2006: Internacional, 5 rodadas
2007: Corinthians, 7 rodadas
2008: Cruzeiro, 5 rodadas
2009: Atlético-MG, 7 rodadas
2010: Corinthians, 9 rodadas
2011: Flamengo, 16 rodadas
2012: Fluminense, 11 rodadas
2013: Coritiba, 10 rodadas
2014: Internacional, 6 rodadas
2015: Sport, 11 rodadas
2016: Chapecoense, 6 rodadas
2017: Corinthians, 20 rodadas
2018: São Paulo, no mínimo 5 rodadas

Turminha do Morumbi



Anúncio de revista em quadrinhos infanto-juvenil publicado na Revista São Paulo Notícias nº 74 de agosto de 1993.

Desconheço se tal publicação chegou a ser lançada, de fato.

quinta-feira, 15 de março de 2018

A primeira marchinha de carnaval em homenagem ao São Paulo

Glória ao São Paulo F.C.

São Paulo Futebol Clube
O glorioso veterano
Elle tem toda razão
És filho do Paulistano
Sempre firme na contagem
Não jogamos pra perder
Vencendo as difficuldades
Venceram hão de vencer

Viva S. Paulo!
Os queridos onze
Corações de ouro
Com seus pés de bronze

(bis)

Em seu campo verdejante
São Paulo não tem rival
Com seus onze bandeirantes
Suas cores têm que honrar
São Paulo já vamos embora
Nós viemos aqui visitar
Boa noite, está na hora
Dar um viva ao Carnaval.

Marchinha criada para o Carnaval de 1932 em honra ao Campeão Paulista de 1931, ao visto por alguém identificado como Butifu (seria corruptela de Beautiful?) para o desfile do bloco do Grupo Carnavalesco Desprezados, do bairro da Penha.

Ao que parece, de tal grupo fez parte o fundador da Nenê de Vila Matilde. 




Exposição Canina

(A Gazeta de 17 de março de 1931)

Além da curiosidade que o próprio evento representa, o endereço citado, onde se colhia inscrições, me é novidade na história do São Paulo - Rua Xavier de Toledo, 9. Aparenta ser alguma sede administrativa. A Exposição, em si, não está clara se foi realizada lá, ou na Chácara da Floresta - o mais provável.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Mascote do São Paulo para o jornal Correio Paulistano

Nos anos 40, como já mostramos, cada jornal da capital paulista ilustrava o mascote do Tricolor de um jeito diferente. Para a Gazeta Esportiva, era São Paulo Apóstolo, como chamamos hoje, o Santo Paulo.

Para o jornal O Esporte, era um pato (!?) semelhante ao Donald, da Disney (detalhe: o quadrinho só começou a ser publicado no Brasil em 1950, mas o caricaturista certamente já conhecia a famosa obra norte-americana).

E para o jornal Correio Paulistano, o mascote são-paulino era um bandeirante (assim imagino).


(Depois da goleada de 5 a 1 sobre o Palmeiras em 24 de julho de 1949).



Os desenhos são do cartunista Lelio.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

Caricatura de Dino Sani no Jornal O Globo

Jornal O Globo de 28 de março de 1960.
Não consegui descobrir a autoria.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Camisa de Torcedor (Goleiro) Reebok 2008


Denominada "Black", foi criada como modelo de torcedor, foi utilizada por Rogério Ceni. Nunca utilizada por jogadores de linha. 

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Camisa de Torcedor Reebok 2009


Modelo inspirado na camisa III de 1966.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Camisa de Torcedor (Goleiro) Reebok 2011


Lançada em 2011, na linha "camisa de torcedor", a peça somente foi utilizada pelo goleiro Rogério Ceni em partidas. O time de linha, no máximo, subiu ao gramado com o uniforme, mas retirou antes do início do jogo. Foi inspirada no modelo da camisa III dos anos 40. 



Grandes Taças