SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE

CNPJ/MF nº 60.517.984/0001-04
Fundação: 25 de janeiro de 1930
Apelidos: O Mais Querido, Clube da Fé, SPFC, Tricolor Paulista.
Esquadrão de Aço (30-35), Tigres da Floresta (30-35), Rolo Compressor (38-39, 43-49), Tricolor do Canindé (44-56), Rei da Brasilidade (50-60), Tricolor do Morumbi (60-), Máquina Tricolor (80/81), Tricolaço (80/81), Menudos do Morumbi (85-89), Máquina Mortífera (92/93), Expressinho Tricolor (94), Time de Guerreiros (2005), Soberano (2008), Jason (08-09), Exército da Salvação (2017), O Mais Popular (2023), Campeão de Tudo (2024).
Mascote: São Paulo, o santo.
Lema: Pro São Paulo FC Fiant Eximia (Em prol do São Paulo FC façam o melhor).
Endereço: Pr. Roberto Gomes Pedrosa, 1. Morumbi; São Paulo - SP. CEP: 05653-070.
Site Oficial: www.saopaulofc.net
E-mail: site@saopaulofc.net
Telefone: (55-0xx11) 3749-8000. Fax: 3742-7272.
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

O modelo de gestão do São Paulo F.C.

Este é um artigo de Rafael Foloni Fumagal (graduando em Administração da UNESP) e Roberto Louzada (cientista social, mestre em Engenharia de Produção e doutorando em Educação Escolar, além de professor da UNESP), publicado na revista acadêmica "Deporte, Cultura y Comunicacion", nº 69, e disponibilizada no portal eletrônico "Razon y Palabra".

Uma verdadeira amostra de como a situação atual do clube não é mero acaso, ou fruto - ainda que meritoso - de árduo trabalho sem rumo, de sobrevivência. O São Paulo é hoje o que desejou para si mesmo décadas atrás: fruto de planejamento, estudo e estruturação pormenorizada. O resumo dos autores falará melhor que eu sobre:

Este artigo foi elaborado com base em estudo realizado sobre uma associação esportiva paulista. Inicialmente descreve-se as ações administrativas empreendidas pelos seus dirigentes que, quando analisadas do ponto de vista gerencial, tornam evidente uma história que se diferencia da maior parte das organizações congeneres brasileiras, que se encontram endividadas e, por isto, com dificuldades para investir na formação de equipes competitivas.

Adotou-se como metodologia de pesquisa o estudo de caso, que permitiu aprofundar o nível de conhecimento sobre a organização objeto de estudo. Utilizou-se como categoria de análise as noções de futuro imaginado e estratégia. A análise dos dados coletados permitiu, identificar quatro períodos distintos na administração do clube: o primeiro que vai dos anos de 1930 até meados dos anos de 1950; o segundo, de meados dos anos de 1950 até o início de 1970; o terceiro, que vai de 1970 ao final dos anos de 1990; e o último que se inicia nos primeiros anos desta década.

Esses períodos caracterizam-se pela adoção de estratégias diferenciadas formuladas com base na visão de futuro explicitada pelos seus dirigentes. À medida que estes períodos são analisados encontram-se indícios do uso cada vez mais intenso das ferramentas gerenciais que gradativamente modificam as práticas de gestão da organização pesquisada, com a incorporação da concepção de clube-empresa.

Dada a natureza dessa organização, buscou-se encontrar evidências dos resultados do modelo de gestão em três dimensões organizacionais: variação patrimonial, geração de receitas e resultados dos campeonatos, o que permitiu, nas conclusões, evidenciar os elementos característicos do modelo de gestão: continuidade administrativa; habilidade dos gestores para administrar conflitos de interesses comuns em associações esportivas; capacidade para manter a racionalidade do processo administrativo tendo em vista os objetivos de longo prazo e o uso cada vez mais frequente de ações planejadas.







Para ler o artigo na integra, clique na imagem ao lado:

Agradecimentos ao Alexandre Moreno - Futpédia (@3color), que divulgou o artigo em seu twitter. 

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Documentário sobre o bicampeonato mundial

Breve apresentação do documentário acerca da conquista do bicampeonato mundial interclubes em 1993, produzido como trabalho de conclusão de curso - TCC - dos futuros jornalistas Renata Lutfi e Marcelo Zazzera, que será apresentado hoje, 19:00h, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP.



domingo, 31 de agosto de 2008

Pioneirismo no Futebol Feminino

"Dentre as poucas referências encontradas a seu respeito [do futebol feminino] em nossa historiografia futebolística, podemos destacar duas rápidas passagens, separadas por uma diferença de quase meio século. A primeira delas apareceu em 1950, na pioneira História do Futebol no Brasil, obra do jornalista Thomaz Mazzoni, e é taxativa: ao mencionar o primeiro confronto entre paulistas e cariocas no Pacaembu, disputado por São Paulo FC e América FC em 1940, o autor diz que "nesse jogo, como preliminar, foi lançado o futebol feminino, cujo interesse se limitou a esse único jogo. Morreu logo o futebol de moças".

Mais recentemente, na década de 1990, o historiador José Sebastião Witter afirma, em nota de rodapé ao texto de sua Breve História do Futebol Brasileiro, que "no Brasil, o primeiro jogo de futebol feminino de que se tem notícia foi disputado em 1913, entre times dos bairros da Cantareira e do Tremembé, de São Paulo. Cercado de preconceitos, o esporte não chegou a se firmar entre as mulheres, mas a partir de 1981 formaram-se várias equipes femininas em clubes como São Paulo, Guarani, América e outros".

[...]

O jogo apontado por Thomaz Mazzoni como marco do futebol feminino no Brasil aconteceu, na verdade, alguns dias depois, em 17 de maio, quando as futebolistas entraram em campo para fazer a preliminar do confronto entre São Paulo e Flamengo, também no Pacaembu. Nas palavras da Folha da Manhã, o público viveu então "momentos dos mais agradáveis, sobretudo humorísticos, pois, se as frágeis jogadoras não exibiram técnica de futebol, padrão de jogo, etc, agradaram em cheio, na maioria das vezes, pelas próprias falhas, que eram recebidas com gostosas gargalhadas pela assistência".".

Trechos de "Futebol é 'coisa para macho'? Pequeno esboço para uma história das mulheres no país do futebol", de Fábio Franzini.

Ainda que o texto apresentado não afirme categoricamente que foi uma equipe do SPFC a se alinhar no jogo do Pacaembu (somente diz fazer preliminar de um jogo do Tricolor), fica claro de todo modo o pioneirismo do São Paulo FC a organizar uma equipe feminina no começo dos anos 80, pouco antes mesmo da famosa equipe amadora do Rio de Janeiro, o EC Radar.

Mas, o mais importante de todo esse pioneirismo não foi o fato isolado de se postar como o primeiro em algo, mas sim de romper paradigmas e preconceitos, de até mesmo ir contra a lei por essa idéia. Digo contra lei, pois, era de fato, quase uma contravenção à época:

"Decreto-lei 3.199, que em abril de 1941 instituiu o Conselho Nacional de Desportos (CND), afirmava em seu artigo 54 que "às mulheres não se permitirá a prática de desportos incompatíveis com as condições de sua natureza, devendo, para este efeito, o Conselho Nacional de Desportos baixar as necessárias instruções às entidades desportivas do páis".".

(fonte Manhães, E.D. Política de Esportes no Brasil. Rio de Janeiro: Graal, 1986, pg 134.).

A modalidade em si somente fora regulamentada pelo Conselho de esportes da época entre 1981 e 1982 (confiram os links). Ou seja, a prática antes disso era ilegal. Não era simplesmente nao-regulamentada ou desfiliada às principais confederações, era prática ilegal.

Entrementes, ainda hoje o futebol feminino é capenga de organização e respeito - sobrando demagogia. Aquela equipe do SPFC dos ano 80 fatalmente fora dissolvida algum tempo depois, certamente breve tempo depois, sendo restaurada justo em 1997, com a fase áurea da modalidade no clube, e durando somente até 2001.

domingo, 2 de março de 2008

Caso Grafite e Desábato

Uma análise sobre o caso ‘Grafite X Desábato’
À luz do ‘racismo à brasileira’

Prof. Ms. Bruno Otávio de Lacerda Abrahão
Prof. Dr. Antonio Jorge Soares

UGF-UFRJ-CNPqRecebido em 5 de março de 2007
Aprovado em 20 de março de 2007

Resumo

Em 14/04/2005, o jogador de futebol argentino Desábato teria ofendido ao brasileiro Grafite: “Negrito de mierda, enfia la banana en el culo”. Desábato foi abordado e detido por “injúria qualificada pelo racismo”. Esse fato foi analisado à luz do ‘racismo à brasileira’. Discutimos a repercussão e contrapomos as opiniões de atores sociais à literatura.

Suas opiniões, além da atitude das autoridades, ilustram o repúdio ao racismo no Brasil. Poderia, assim, ser inferido que, tal como versa o discurso identitário, respira-se, no Brasil, a ‘democracia racial’: uma nação intolerante com o preconceito racial. No plano dos significados simbólicos da cultura, o caso ‘Grafite x Desábato’ é uma metáfora do ‘racismo à brasileira’.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Caráter Enciclopédico

Realizei esta pesquisa no seguinte domínio: Atlas do Esporte no Brasil. Um projeto gratuíto que conta com a colaboração de centenas de professores e doutores da área. Isto claro, em uma busca rápida em seus arquivos - com mais tempo talvez achei mais artigos e assuntos.

Todavia assim mesmo já foi possível redescobrir uma foto por demais interessante e outros pequenos detalhes que certamente estavam esquecidos, ou que, valem dizer pois realçam o papel do São Paulo Futebol Clube como uma associação inovadora e de ponta.

Imagem da Antiga Sede da Deutsch Sportive


Para quem não sabe do que se trata, recomendo esta leitura: Fusões e Associações.

Entretanto, um ligeiro equívoco ocorre ai: Este clube não deu origem ao atual São Paulo FC, tão pouco sua sede. O que aconteceu é que este terreno foi sede tricolor de 1944 à 1956 quando comprado junto a esta associação e vendido então a um conselheiro do clube. Posteriormente revendido à Portuguesa de Desportos que sobre ele ergueu o Estádio do Canindé.

Aliás, esta região da várzea do rio Tietê sempre foi pródiga em clubes, como se vê abaixo:

Localização aproximada da Chácara da Floresta

Cluster esportivo do rio Tietê – SP
Henrique Nicolini
http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/12.pdf

Diz o artigo: ... Outro efeito da dissolução do cluster foi o da reabilitação de esportes originais dos clubes ou de ênfase sobre esportes menores praticados na área do Tietê. A ginástica Turnen e o futebol, por exemplo, estavam na origem dos clubes de etnia alemã, abaixo e acima da Ponte Grande, como o ciclismo em velódromo estava para os italianos.

Contudo o retorno ao meio urbano e terrestre, implicou na adoção de posturas esportivas ecléticas e/ou certas especializações como ocorreu no pedestrianismo e atletismo (Clubes Esperia, São Paulo F.C., Corinthians Paulista e Tietê, o qual possuia uma pista nos terrenos da Chácara Floresta *que por sinal, foi do SPFC); no pugilismo (Esperia, com as famílias Zumbano e Jofre); no tênis (Esperia e Tietê, clube de Maria Ester Bueno, tricampeã em Wimbledon); e no basquetebol (Tietê, Esperia, São Bento, Corithians e A. A. São Paulo, clube que construiu um ginásio de esportes na beira do rio)
.

Aqui, a baixo, uma comparação aproximada levada em questão o mapa anterior. Maior definição se torna impraticável com somente isto, visto que os cursos dos rios foram alterados com a construção das avenidas marginais.


Título no Gelo

Situação atual A prática deste esporte (Hóquei no Gelo) está concentrada no estado de SP e os clubes mais destacados são os que se seguem, com o ano em que se tornaram campeões na categoria adulto: 1999 – Associação Atlética Ponte Preta; 2000 – Associação Atlética Ponte Preta; 2001 – São Paulo Futebol Clube; 2002 – Sociedade Esportiva Palmeiras; 2003 – Sociedade Hípica de Campinas. Embora a modalidade seja relativamente nova no país, a Seleção Brasileira tem participado com freqüência em competições internacionais e recebe o apoio do Ministério do Esporte.

Hóquei no Gelo / Ice hockey
Arialdo Boscolo
http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/357.pdf

Psicologia desde 1954 (Quiçá antes!)

1954. João Carvalhaes, psicólogo do São Paulo Futebol Clube, torna-se o primeiro psicólogo a realizar trabalhos com os árbitros da Federação Paulista de Futebol, deixando uma importante obra de memória intitulada “Um psicólogo no futebol, relatos e pesquisas”.

Psicologia no São Paulo vem de longe!!!

Psicologia do esporte – SOBRAPE
João Alberto Barreto e Luiz Scipião Ribeiro
http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/307.pdf

Ginásio nos Jogos Sul-Americanos

2002 Realização dos Jogos Sul-Americanos Brasil 2002 entre 1º e 11 de agosto. Em condições emergenciais, São Paulo recepcionou o maior número de modalidades (11) do evento, em conjunto com outras forças do setor esportivo nacional. [...] A Cerimônia de Abertura foi realizada no Ginásio Poliesportivo do Conjunto Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, com a presença da Prefeita Marta Suplicy, do Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman, e do Presidente da Organização Desportiva Sul-Americana, Coronel Antonio Rodriguez (Argentina), além dos Cônsules dos países participantes, dentre outras autoridades. [...] A Cerimônia de Encerramento aconteceu no Ginásio do São Paulo Futebol Clube, juntamente com as finais de Patinação Artística. As delegações presentes aos Jogos em São Paulo contavam com cerca de 1.000 participantes, com atletas e oficiais de 14 Países. Na organização do evento estiveram envolvidas diretamente cerca de 500 pessoas.

Brasil – futuras cidades Olímpicas: São Paulo
José Roberto Gnecco
http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/160.pdf

Fisiologia de Vanguarda

1990 – 1995 [...] Destacou-se, também, a estrutura erguida na antiga Escola Paulista de Medicina (atualmente UNIFESP), liderada pelo Turíbio Barros Neto, realizando pesquisas, avaliações físicas diferenciadas e consultoria ou acompanhamento de clubes e grandes academias. Turíbio Barros passa a desempenhar a função de fisiologista no São Paulo Futebol Clube, dando início a abertura de um importante mercado de trabalho para a área.

Fisiologia do exercício
Maurício Rocha, Cláudio Gil soares de Araújo, Paulo Sérgio Gomes e Áttila Flegner
http://www.atlasesportebrasil.org.br/textos/295.pdf


segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Ceni em Monografia



ROGÉRIO CENI:
O GOLEIRO ARTILHEIRO

por

Sara Leite Coelho Menezes
(Aluna do Curso de Comunicação Social)

Monografia apresentada ao Departamento de Jornalismo
na disciplina Projeto Experimental II.
Orientador Acadêmico: Prof. Ms. Márcio de Oliveira Guerra.
Universidade Federal de Juiz de Fora - FACOM (Faculdade de Comunicação Social).
2º Semestre de 2005.

MENEZES, Sara Leite Coelho. Rogério Ceni: o goleiro artilheiro. Juiz de Fora: UFJF;
FACOM,
2.sem.2005. 84 fls. Projeto experimental do Curso de Comunicação Social.Resumo
Análise histórica e conceitual do marketing esportivo, em uma abordagem mais específica do marketing pessoal de atletas, com o estudo de caso do esportista Rogério Ceni. Ainda considerações sobre a interdependência entre o esporte e os veículos de comunicação, o esporte como mídia alternativa e a associação entre marcas e atletas.

Preâmbulo


A Rogério Ceni o futebol deve a transfiguração do goleiro. O que era um elemento marginal da equipe, com ele, passou a ser um termo essencial na equação do jogo. Antes dele, o goleiro vivia confinado à servidão da pequena área. Quase um estranho recolhido em seu ninho. Quem não conhece o velho preceito britânico, segundo o qual, "um time é formado de dez jogadores e um goleiro..." Sempre foi assim. Na pelada, o goleiro nunca deixou de ser o último do par-ou-ímpar.

Ao garoto pereba, que não seja o dono da bola, só resta a provação de penar no gol. Nos primórdios do profissionalismo, a torcida duvidava da masculinidade de quem fosse goleiro. Rogério Ceni sepulta, de vez, a tradição do goleiro filho único, do goleiro não-me-toques.

Aquele ser que não superou seu ciclo edipiano. A noiva da pequena área. Indiferente aos preconceitos, ele meteu os pés pelas mãos, no sentido mais positivo da expressão. Rogério joga tão bem com os pés quanto com as mãos. Fecha o gol e sai tocando a bola no vasto horizonte dos melhores líberos.

Esplêndido cobrador de faltas. Libertador do pássaro cativo. Rogério Ceni é o goleiro mais completo do futebol mundial. É um herói, cujo pioneirismo só mais adiante será reconhecido por todos, Parreira, inclusive. Afinal, pioneiro é aquele pássaro que primeiro cantou na "árvore dos campos virgens".

Armando Nogueira.

Grandes Taças