SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE
domingo, 15 de outubro de 2017
Diploma de Campeão Estadual Feminino de Atletismo (1952)
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Um herói brasileiro
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Atletismo em 1944
1944 foi o ano em que o São Paulo entrou para valer nas competições de atletismo. Sediada no Canindé, a equipe Tricolor obteve nesse ano o primeiro de seus 14 títulos consecutivos no estado.
Confira abaixo o desempenho do São Paulo em 1944:
Por clubes
Campeão Paulista
Campeão Paulista "Qualquer Classe" - 1ª Competição
Campeão Paulista "Qualquer Classe" - 2ª Competição
Campeão Paulista de Juniores
Campeão Paulista Infanto Juvenil
Campeão da Taça Milanese
Campeão da Taça São Paulo Railway Athletic Club
Campeão da Taça Cambuci
Campeão da Taça Manuel Garcia Ariza
Campeão da Taça Adélia Pastora
Campeão da Taça Álvaro de Oliveira Ribeiro, CR Tietê
Total: 5 títulos oficiais, 6 títulos amistosos.
Por atletas
► Ouros
Campeonato Brasileiro de Seleções, Masculino
100m rasos: José Bento de Assis Jr
200m rasos: José Bento de Assis Jr
400m rasos: Eduardo di Pietro
500m rasos: Minervino Leão de Souza
800m rasos: Agenor Silva
1500m rasos: Agenor Silva
3000m rasos: Minervino Leão de Souza
10000m rasos: Germano Belchior
Revezamento 4x100m rasos: José Bento de Assis Jr, Benedito Ribeiro, Pedro Gherardi Jr e Renato Bastianon
Revezamento 4x400m rasos: Mário Pini Sobrinho, José Bento de Assis Jr, Sílvio de Magalhães Padilha (não era atleta do SPFC) e Eduardo di Pietro
Campeonato Brasileiro de Seleções, Feminino
Revezamento 4x100m rasos: Lysette Luz Regina (única atleta do SPFC), Stela Ardinghi, Clara Müller, M. A. Garrido
Campeonato Paulista
100m rasos: José Bento de Assis Jr
200m rasos: José Bento de Assis Jr
400m rasos: José Bento de Assis Jr
800m rasos: Agenor Silva
1.500m rasos: Agenor Silva
3.000m equipes: Equipe Desconhecida
Revezamento 4x100m: José Bento de Assis Jr, Benedicto Ribeiro, Pedro Gherardi Jr e Renato Bastianon
Revezamento 4x400m: Agenor Silva, Mário Pini, Eduardo di Pietro e José Bento de Assis Jr
Salto em distância: José Bento de Assis Jr
Campeonato Paulista "Qualquer Classe" - 1ª Competição
75m rasos: José Bento de Assis Jr
300m rasos: Eduardo di Pietro
600m rasos: Agenor Silva
1.000m rasos: Minervino de Sousa
Revezamento 4x75m: Equipe Desconhecida
Revezamento 4x300m: Equipe Desconhecida
Lançamento de Dardo: Kanami Mataura
Campeonato Paulista "Qualquer Classe" - 2ª Competição
100m rasos: José Bento de Assis Jr
400m rasos: Agenor Silva
1.500m rasos: Minervino de Sousa
5.000m rasos: Minervino de Sousa
400m c/ barreiras: Eduardo di Pietro
Revezamento 4x100m: Benedicto Ribeiro, José Bento de Assis Jr, Mário Pini, Renato Bastianon
Revezamento 4x400m: Eduardo di Pietro, Mário Pini, Floriano A. Cordeiro, Agenor Silva
Salto em distância: José Bento de Assis Jr
Campeonato Paulista de Novos
3.000m rasos: Emanuel da Silva Prado
Lançamento de Dardo: Kanami Mataura
Campeonato Paulista de Juniores
100m rasos: Renato Bastianon
200m rasos: Benedito Ribeiro
800m rasos: Minervino Leão de Souza
Revezamento 4x100m: equipe
Salto em distância: Renato Bastianon
Salto Triplo: Nazih Buchala
Lançamento de Martelo: Válter Kupper
Campeonato Paulista de Estreantes
Revezamento 4x100m rasos: Murilo Pires de Carvalho, Antônio Costa Figueiredo, Eduardo Mezzacapa e Nélson Corradi
Revezamento 4x300m rasos: Murilo Pires de Carvalho, Antônio Costa Figueiredo, Mário Salvador e Francisco Santos
Salto em altura: Nélson Corradi
Campeonato Paulista de Juvenis
75m rasos: Newton de Andrade
300m rasos: Edmundo A. Valente
60m c/ barreiras: Edman Aires de Abreu
Revezamento 4x300m: 1944.
Lançamento Dardo: Francisco Mezzacapa
Campeonato Paulista Infanto-Juvenil, Feminino
50m rasos: Elvira Morg
Revezamento 4x50: 1944.
Lançamento Peso: Neide Brisa Averbach
Salto em altura: Miquelina Marinassi
Troféu Vigor
Melhor atleta no geral, categoria principal: José Bento de Assis Jr
Total: 57 medalhas de ouro
► Pratas
Campeonato Brasileiro de Seleções
100m rasos: Renato Bastianon
200m rasos: Benedito Ribeiro
800m rasos: Geraldo Edwirges Pinto
Campeonato Brasileiro de Seleções, Feminino
100m rasos: Lysette Luz Regina
Campeonato Paulista
100m rasos: Renato Bastianon
200m rasos: Benedicto Ribeiro
400m rasos: Eduardo di Pietro
1.500m rasos: Emanuel da Silva Prado
3.000m rasos: Emanuel da Silva Prado
5.000m rasos: Minervino de Sousa
10.000m rasos: Silvio Barreto de Sousa
400m c/ barreiras: Eduardo di Pietro
Campeonato Paulista "Qualquer Classe" - 1ª Competição
300m rasos: Mário Pini
3.000m rasos: Emanoel da Silva Prado
Lançamento Dardo: Josias A. Araújo
Salto em distância: José Bento de Assis Jr
Campeonato Paulista "Qualquer Classe" - 2ª Competição
100m rasos: Renato Bastianon
1.500m rasos: Agenor Silva
400m c/ barreiras: Floriano A. Cordeiro
Extensão: Renato Bastianon
Campeonato Paulista de Novos
Revezamento 4x100m: Equipe Desconhecida
Revezamento 4x300m: Equipe Desconhecida
Salto em altura: Nélson Corradi
Salto em distância: Nélson Corradi
Campeonato Paulista de Juniores
400m c/ barreiras: Floriano A. Cordeiro
Revezamento 4x400m: Equipe Desconhecida
Salto em altra: Nazih Buchala
Campeonato Paulista de Estreantes
100m rasos: Antônio Carvalho
1.000m rasos: Antônio Costa Figueiredo
Campeonato Paulista Feminino
Salto em altura: Elisa Martins
1.500m rasos: Liliana da Silva
Campeonato Paulista de Juvenis, Feminino
200m rasos: Gertrudes Morg
Campeonato Paulista Infanto-Juvenil, Feminino
Salto em altura: Carlota Keliner
Lançamento Peso: Doli de Carvalho Petta
Campeonato Feminino de Atletismo do CR Tietê
Salto em altura: Elisa Martins
Total: 35 medalhas de prata
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Ouro no Trofeo Caja de Ávila: Maurren Maggi
Maurren Maggi é ouro na Espanha
SPFC - 2/7/2010
"Ela estava um pouco cansada das viagens e também ansiosa. Mais importante que o resultado foi o fato dela saltar sem dor", comemorou o técnico Nélio Moura.
Pouco mais de 9 meses após cirurgia no joelho direito, e da passagem pelo REFFIS no início de junho, a atleta chega a sua primeira conquista de peso.
"O vento variava muito, o que dificultava para todas acertarem a marca. O primeiro passo foi dado, e ela demonstrou que, recuperando a confiança, poderá evoluir rapidamente", completou Nélio, lembrando que Maurren também recebeu o prêmio de melhor atleta da competição nas provas de campo.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Corrida Internacional de São Silvestre
2 dos 3 brasileiros bicampeões da mais tradicional prova brasileira corriam pelo Tricolor Do Site Oficial. Michael Serra - Arquivo Histórico - 31/12/2009 | |
Como é notório, dos anos 40 aos anos 60 o Sao Paulo Futebol Clube possuiu um verdadeiro esquadrão no atletismo. Competidores de alto nível levaram o clube a um tetradecacampeonato seguido no Estadual (ou seja, 14 títulos) e um hexacampeonato no Troféu Brasil (sendo pentacampeão de forma consecutiva, tomando assim a posse definitiva daquele gigante troféu), e a dezenas de dezenas de outras competições nacionais e internacionais, culminando com a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1952, de Adhemar Ferreira da Silva e seus recordes mundiais no salto triplo, em 1952 e 1955 - desta vez nos Jogos Panamericanos. Mas é bom lembrar de outra grande façanha do atletismo tricolor: ser o maior campeão da Corrida Internacional de São Silvestre, a mais tradicional e importante corrida do pedestrianismo nacional. Criada por Cásper Líbero, de A Gazeta, em 1925, tornou-se uma prova internacional em 1945.
Nos dois primeiros anos nesta nova categoria, um brasileiro sagrou-se vencedor. Posto isto, uma incrível sequência de vitórias de estrangeiros se manteve até a vitória, em 1980, de um novo brasileiro, enfim. O curioso nesta história: os campeões antes e após jejum eram do São Paulo! O fato quase seria apagado da história, não fosse alguns poucos registros em livros, jornais e revistas antigas, mas Sebastião Alves Monteiro era atleta do São Paulo FC quando de suas vitórias em 1945 e 1946. Sebastião era o recordista brasileiro dos 10 mil metros, o que talvez justifique o bicampeonato naquela prova de, então, somente 7km. Fora também campeão sulamericano de cross country de 1947, além de inúmeras outras conquistas. Nosso outro bicampeão (1980, 1985), José João da Silva, acabou com aquele incômodo jejum de maneira épica, em plena noite paulistana. José João relata que demorou cerca de um ano para compreender a façanha que alcançara. E poderia ter alçado muito mais, não fosse uma fratura no braço que o impediu de participar das duas provas seguintes. Em sua re-estréia, vice, perdendo para o campeão olímpico, o português Carlos Lopes. Em 1985, a reafirmação de um herói, campeão em cima daquele que se tornaria, nos anos seguintes, tetracampeão da São Silvestre, Rolando Vera - equatoriano. Anos depois, Marílson dos Santos também se consagraria bicampeão da Corrida. Nada mal 2 dos 3 bicampeões serem do SPFC, não?
Não bastasse o São Paulo possuir quatro títulos individuais na São Silvestre, o clube também foi várias vezes campeão da disputa coletiva, entre clubes. Antigamente, grande maioria dos atletas que tomavam parte da prova eram federados à clubes, e não participantes independentes, como hoje (ou ainda filiados a pseudos-clubes, que na verdade são somente patrocinadores). O São Paulo fora campeão da Corrida de São Silvestre, por equipes, em: 1942, 1943 (ambos ainda na fase nacional), 1948, 1954, 1955, 1956, 1957, 1960, 1963 e 1986. Decacampeão. | |
| Ano | Atleta | País | Tempo | Distância |
| 1945 | Sebastião A. Monteiro | Brasil | 21min54s | 7 Km |
| 1946 | Sebastião A. Monteiro | Brasil | 21min57s | 7 Km |
| 1947 | Oscar Moreira | Uruguai | 21min45s | 7 Km |
| 1948 | Raul Inostroza | Chile | 22min18s | 7 Km |
| 1949 | Viljo Heino | Finlândia | 22min45s | 7.3 Km |
| 1950 | Lucien Theys | Bélgica | 22min37s | 7.3 Km |
| 1951 | Erik Krucziky | Alemanha | 22min26s | 7.3 Km |
| 1952 | Franjo Mihalic | Iugoslávia | 21min38s | 7.3 Km |
| 1953 | Emil Zatopek | Checoslováquia | 20min30s | 7.3 Km |
| 1954 | Franjo Mihalic | Iugoslávia | 23min | 7.3 Km |
| 1955 | Kenneth Norris | Grã-Bretanha | 22min18s | 7.4 Km |
| 1956 | Manoel Faria | Portugal | 21min58s | 7.4 Km |
| 1957 | Manoel Faria | Portugal | 21min37s | 7.4 Km |
| 1958 | Osvaldo Suarez | Argentina | 21min40s | 7.4 Km |
| 1959 | Osvaldo Suarez | Argentina | 21min55s | 7.4 Km |
| 1960 | Osvaldo Suarez | Argentina | 22min2s1 | 7.4 Km |
| 1961 | Martin Hyman | Grã-Bretanha | 21min24s | 7.4 Km |
| 1962 | Hamoud Ameur | França | 22min08s | 7.4 Km |
| 1963 | Henry Clerckx | Bélgica | N/A | 7.4 Km |
| 1964 | Gaston Roelants | Bélgica | 21min37s | 7.4 Km |
| 1965 | Gaston Roelants | Bélgica | 21min20s | 7.4 Km |
| 1966 | Alvaro Mejia Flores | Colômbia | 29min57s | 9.2 Km |
| 1967 | Gaston Roelants | Bélgica | 24min55s | 8.7 Km |
| 1968 | Gaston Roelants | Bélgica | 24min32s | 8.7 Km |
| 1969 | Juan Martinez | México | 24min02s | 8.7 Km |
| 1970 | Frank Shorter | EUA | 24min27s | 8.9 Km |
| 1971 | Rafael Tadeo Palomares | México | 23min47s | 8.7 Km |
| 1972 | Victor Mora | Colômbia | 23min24s | 8.7 Km |
| 1973 | Victor Mora | Colômbia | 23min25s | 8.7 Km |
| 1974 | Rafael Angel Perez | Costa Rica | 23min58s | 8.9 Km |
| 1975 | Victor Mora | Colômbia | 23min13s | 8.9 Km |
| 1976 | Edmundo Warnke | Chile | 23min50s | 8.9 Km |
| 1977 | Domingo Tibaduiza | Colômbia | 23min55s | 8.9 Km |
| 1978 | Radhouane Bouster | França | 23min51s | 8.9 Km |
| 1979 | Herb Lindsay | EUA | 23min26s | 8.9 Km |
| 1980 | José João da Silva | Brasil | 23min40s | 8.9 Km |
| 1981 | Victor Mora | Colômbia | 23min30s | 8.9 Km |
| 1982 | Carlos Lopes | Portugal | 39min41s | 13.5 Km |
| 1983 | João da Mata | Brasil | 37min39s | 12.6 Km |
| 1984 | Carlos Lopes | Portugal | 36min43s | 12.6 Km |
| 1985 | José João da Silva | Brasil | 36min48s | 12.6 Km |
| 1986 | Rolando Vera | Equador | 36min45s | 12.6 Km |
| 1987 | Rolando Vera | Equador | 39min02s | 13.0 Km |
| 1988 | Rolando Vera | Equador | 36min23s | 13.0 Km |
| 1989 | Rolando Vera | Equador | 36min45s | 13.0 Km |
| 1990 | Arturo Barrios | México | 35min57s | 12.6 Km |
| 1991 | Arturo Barrios | México | 44min47s | 15 Km |
| 1992 | Simon Chemwoyo | Quênia | 44min08s | 15 Km |
| 1993 | Simon Chemwoyo | Quênia | 43min20s | 15 Km |
| 1994 | Ronaldo da Costa | Brasil | 44min11s | 15 Km |
| 1995 | Paul Tergat | Quênia | 43min12s | 15 Km |
| 1996 | Paul Tergat | Quênia | N/A | 15 Km |
| 1997 | Émerson Iser Bem | Brasil | 44min40s | 15 Km |
| 1998 | Paul Tergat | Quênia | 44min47s | 15 Km |
| 1999 | Paul Tergat | Quênia | 44min35s | 15 Km |
| 2000 | Paul Tergat | Quênia | 43min57s | 15 Km |
| 2001 | Tesfaye Jifar | Etiópia | 44min15s | 15 Km |
| 2002 | Robert Cheruiyot | Quênia | 44min59s | 15 Km |
| 2003 | Marílson dos Santos | Brasil | 43min50s | 15 Km |
| 2004 | Robert Cheruiyot | Quênia | 44min43s | 15 Km |
| 2005 | Marílson dos Santos | Brasil | 44min22s | 15 Km |
| 2006 | Frank Caldeira | Brasil | 44min06s | 15 Km |
| 2007 | Robert Cheruiyot | Quênia | 44min43s | 15 Km |
| 2008 | James Kipsang | Quênia | 44min43s | 15 Km |
| 2009 | James Kipsang | Quênia | 44min40s | 15 Km |
Livro São Paulo Futebol Clube 1935-1980
Almanaque Sportivo, de Thomaz Mazzoni
Revista Tricolor, nº 2, de 1949
sábado, 6 de dezembro de 2008
The Triple Jumper From Brazil
Now in Chicago for the 1959 Pan American Games, Brazil's Adhemar Ferreira da Silva gets a wifely boost with every change of socks. Judging by his past record he will go ahead to win—for Elza and Brazil—his offbeat, exacting, athletic specialty: the hop, step and jump—the longest leap in sports.
Known to all Brazil as Kangaroo, the lithe, long-legged Adhemar is probably the finest natural hop-step-and-jumper ever born. The first time he ever tried it he did 37 feet 5 inches. He's won the event in the last two Olympics, and he has set both Olympic and world records. Best athlete in Brazilian history and one of the world's alltime champions, Adhemar is easily the brightest star of all the Latin Americans at Chicago.
He's also a nice, easygoing guy who always totes his guitar to track meets. He sings in 10 languages—anything from sambas to Schubert—and enlivens postmeet parties with all-night song sessions. Then he goes to morning Mass. He's made friends from Moscow to Modesto, Calif., and still gets letters postmarked Melbourne and Helsinki from people he met at the last two Olympics. "I guess I was just born lucky," he says.
Actually, he was born dirt-poor, got nowhere in sports until he was 21, works hard at two jobs to bring up his kids and studies pre-law courses at night. Whenever he takes time out for a track meet abroad he must cram at night—sometimes until dawn—to catch up on classwork. With his responsibilities and years—he'll be 32 on September 29—his participation in sports requires genuine personal sacrifice. Asked why he keeps it up, Adhemar flashes a bright grin. "Pour le sport," he says, shrugging. "And for fun."
An unalloyed amateur in the classic Olympic sense, Adhemar has one real grievance: the Soviet Union's subsidized athletic system. "The amateur code is rigidly applied in the West," he says, "but it's flagrantly violated by the Soviet Union".
"I've got nothing against the Russians, and I'm not sorry for myself, but all amateur athletes feel the same way. Russian athletes are paid and pampered. They have the finest of facilities, full time to train and no worries about money. I can't afford time for training. I can't afford steak, let alone vitamins or high-protein pills."
Grinning, he adds, "But, man, how those Russian athletes sweat and suffer to win glory for the old Red flag! They're so afraid to lose, that sometimes they get too keyed up and can't win. I've seen it happen. Me, when I hit the track I've got no worries about Siberia."
COMPLEX-FREE BRAZIL
In Brazil, which is one of the most tolerant nations on earth, Adhemar, a Negro, was brought up free from discrimination. "Complexes never took hold of me," says he. "I was a happy-go-lucky Brazilian kid. I never felt poor or oppressed or different. My folks worked hard, and we always managed to get by."
His father, Antonio Ferreira da Silva, worked on the old São Paulo railway, retiring on a pension recently after 31 years. His mother, Augusta, took in washing and mending. When Adhemar was 7 they bought a small São Paulo house with a big garden. In Brazil's benign climate they grew fruits and vegetables the year around—avocados, pineapples, oranges and papayas. "It was a struggle every month to pay off the mortgage," says Adhemar, "but I sure loved that house." Recently he had it renovated for his folks.
As a kid Adhemar helped his mother deliver washing or worked in the yard and fed the chickens. His mother taught him the alphabet before kindergarten, sent him to a Christian Brothers' school and later to São Paulo Technical School. "He was born good and grew up even better," his mother says.
As a lanky teen-ager, guitar-playing Adhemar entered every radio amateur contest he heard of and won them all. He dreamed of musical fame. Instead fame came in sports—the hard way. As the star of the neighborhood soccer team, he tried out in 1947 for the big, top-ranking São Paulo Futebol Clube. He didn't make the team, but he impressed the club's track coach, German-born Dietrich Gerner, who has been his mentor ever since. "Ballerinas practice in a room filled with mirrors to watch how they're doing," says Adhemar. "Gerner is my mirror."
Then 19, Adhemar was a model of a perfect track-and-field physique—all legs (3 feet 6½ inches of his 5-foot 10-inch height) and long, hard, supple muscle, but he flopped at everything he attempted.
"I tried him in the 100-meter dash," says Gerner. "I tried him in the high jump. I tried him in the broad jump. I tried him at the distances. After nearly two years, I'd just about lost hope. Then he tried the hop, step and jump and went 11.40 meters [37 feet 5 inches]. That's great for the first time, and I couldn't believe it. But I remeasured it myself and, by God, it was 11.40. From then on he just leaped to glory."
"O SALTO TRIPLICE" [sic - TRIPLO]
Daily, after practice sessions, Adhemar bragged to the folks at home about his hop, step and jumps (or, in Portuguese, o salto triplice—the triple jump). He did 12 meters, then 12.40 and within three months 13 (42 feet 7¾ inches). "We didn't know what he was doing or what he was talking about," says his mother. "He was happy; that's all we knew. We never did see him do the hop, step and jump until after he became the world champion, and then we got so curious we had to go watch." Says Adhemar: "After trying so long, it was wonderful to be good at something."
The hop, step and jump is the most demanding of the jumping events, possibly excepting the pole vault. It requires utmost balance, flexibility and thrust—not for a single jump but for a flying series of three. Other jumpers, after their take-off, land in a cushion of sand or sawdust, but the triple jumper gets a triple jarring: after his take-off he lands twice with a fearsome thud on the hard track before finally hitting the soft pit. It's hard on sinews, muscles and bones—and often disabling. The only other Brazilian to approach the classic 16-meter mark (52 feet 5 7/8 inches)—Helio Coutinho da Silva (no relation), who did 15.99 in 1951—broke his leg on his next try.
Adhemar hops off with a powerful push of his right foot, lands on that foot (usually out 19 to 20 feet or more), immediately takes a long step (a 14-to 15½-foot step) to the left foot, and then jumps off that left foot (another 16¾ to 17½ feet) before landing on both feet in the pit. "I'm a donkey at math," says Adhemar, "but on a jump I can figure it down to the centimeter by feel."
As an athlete, according to Coach Gerner, "Da Silva's greatest asset is his formidable sense of equilibrium." To Adhemar, a jump is a fascinating mechanical problem, in which "the muscles work like springs and levers. You've got to have perfect control and, of course, your muscles must perform just right. If the weather is off, or you sleep badly, or you ate the wrong thing—well, that's what makes an athlete lose. But with physical conditions equal, it's control that counts."
Adhemar had just discovered the hop, step and jump when he made Brazil's 1948 Olympic team. It was his first trip outside Brazil, or even São Paulo. In London he felt like a stranger. He was tongue-tied and lost, and he never even made the final round. In 11 years since, he's won them all, repeatedly—World University Games, South America Championship, Pan American Games and Olympics.
He tied the world record in 1950, broke it in 1951, broke it again, twice, in 1952, and broke it again in 1955. He won the hop, step and jump at the first Pan American Games ever held, at Buenos Aires in 1951, retained his title at Mexico City in 1955, and is odds-on to win it a third time next Wednesday at Chicago. He won at the Olympics at Helsinki in 1952, at the Olympics at Melbourne in 1956 and, despite the fact that a Russian, Oleg Fedoseyev, is the current world record holder (54 feet 9½ inches), Da Silva will be a favorite at the Olympics at Rome in 1960.
In training Adhemar has never exceeded 50 feet 4 inches, but when the heat's on he excels. In 1956, when he left for the Melbourne Olympics, Adhemar had just gone through a rugged qualifying month, after two years of training, for a physical instructor's degree, with daily sessions in swimming, water polo, basketball, volleyball, soccer, obstacle course and other trials. "I was in fine shape physically," says Adhemar, "but technically, for the hop, step and jump, no. I hadn't done it even once for weeks."
Then, in Melbourne, his lean jaw blew up as big as a softball with a tooth infection. "It was misery," he says. "I was in bed for three days with no solid food, and got up groggy from antibiotic shots."
On the big day Adhemar got up early for a steak-and-egg breakfast at 6 a.m. "At track meets I always make friends with the cook," he says, "and that cook in Melbourne was a real mother to me. She got up early herself to fix breakfast for me ahead of the meal schedule." Afterward he took a hot bath and a cold shower, limbered up and played with the kids hanging around the Olympic Village. He lunched on another steak, with salad, at 11, then went to sleep for two hours ("while those poor Russians worried and fretted") and woke up feeling great. Just as he left for the stadium, he got a perfectly timed pep letter from wife Elza.
In the qualifying rounds 26 of the 32 entrants were eliminated. Iceland's surprising Vilhjulmur Einarsson set a new Olympic record, 53 feet 3¾ inches. Adhemar's best was 52 feet 7½ inches. Vetold Kreer of the Soviet Union was three-quarters of an inch behind Da Silva. "They thought I was doing badly," Adhemar remembers, "but it wasn't important. I never start to worry until the finals."
That afternoon Adhemar won his second Olympic gold medal and broke Einarsson's new Olympic record with a last-ditch salto triplice of 53 feet 7⅝ inches. Einarsson never matched his excellent qualifying mark, and Kreer, who had qualified at 52 feet 6¾ inches, turned in a miserable 50 feet 10½ inches and fouled on his last two jumps. "Poor guy, he had orders to win," says Adhemar. "He just fell apart."
Adhemar is only fair in other events but takes a fling at them anyway in Brazilian track meets to win points for his club. At the hop, step and jump, nobody in 20 Latin American nations comes near him.
AMATEURS' AMATEUR
Now, as always, Adhemar must struggle to make ends meet. At technical school he concentrated on sculpture, of all things, but a job in a shop mass-producing statuary for gardens and cemeteries paid off in pennies. He tried office work and selling, and then got a São Paulo city-hall job. Ironically, during a municipal crackdown in 1953, he was fired because of repeated leaves for track meets—a bitter dose to swallow for his loyalty to the amateur code, to which he has been so dedicated that in 1953, when an ardent public raised enough money to buy Adhemar a gift home, he turned it down rather than be classified a professional. When his mother couldn't understand his gesture he explained that accepting the home would mean he could no longer compete in events such as the Olympics. His mother's thoughtful reply: "Then it would not be a happy home."
Adhemar's adherence to the classical interpretation of amateurism was recognized when the International Olympic Committee awarded him the Mohammed Taher Trophy, presented to the amateur athlete whose general merit or career justifies a special distinction. Fanny Blankers-Koen, Roger Bannister and John Landy have also received the trophy.
In 1956 Adhemar got his present jobs in Rio as an instructor at a labor recreation center and, on weekends, for a government-sponsored student recreation program. "I handle 900 teen-agers on Sunday," says Adhemar, "and I make them jump."
Both jobs pay a total of only 25,000 cruzeiros (about $165) monthly, though Adhemar earns extra income by writing sports stories for Rio's daily Ultima Hora. Last fall he earned no money but had his expenses paid when he played a key role in the movie Carnival Orpheus, produced by France's Marcel Camus. Last month, resplendent in a rented tuxedo, he was hailed, along with Camus and others in the cast, at a black-tie São Paulo première.
Back in December 1953, Adhemar married his longtime sweetheart, Elza Santos, who was his neighbor and a childhood confidante. "We were in love, but we didn't know it until one day in 1951," says Elza. "I took him home to meet my parents. Mother fixed up the parlor real nice, but Adhemar went right to the kitchen, messed around with the pots and pans, had something to eat, and then began playing his guitar and singing. When he left, my folks all said, 'Elza, that's the man for you to marry.' "
They're still a honeymoon couple. Says Elza, "I'm so happy I'm almost afraid. He loves the children and the house and me, and I don't hope for anything more in life." They have two children, 4-year-old daughter Adyel and one-year-old Adhemar Ferreira da Silva Jr.
Miserably lonely during Adhemar's long trips abroad, Elza nevertheless insists that he stay in competitive sports at least until the 1960 Olympics. Adhemar is deeply grateful. "With a different wife I would have dropped out years ago," says he. "For a family with no money, international amateur athletics is too much of a sacrifice. Marriage is a lottery, but with Elza I won first prize."
As a star athlete, Adhemar has traveled all over Latin America, Europe and the United States. He has been to Iceland and Japan, Sweden and Spain, California and Moscow. "I've sure been places and seen things," says Adhemar. "I've seen the Louvre and the Empire State Building, Buckingham Palace and the Folies-Bergère, the Kremlin and the Golden Gate. I've seen more old masters in European museums than I can remember, and I've been to Mme. Tussaud's waxworks museum in London five times. I've learned a little bit about the world and a lot about people."
THE NEEDY RUSSIANS
For fun Adhemar has sung and played his guitar—especially, haunting Brazilian folk songs and steaming sambas—over radio stations and at nightclubs from Finland to Fresno. In Moscow, where he won the hop, step and jump in a 1957 international meet ("It was so cold I had to warm up for two hours"), he met Khrushchev at a Kremlin ball. "Moscow's a pretty sad place," says Adhemar, "but just once I promoted a real night out, with caviar and lots of vodka, and sambas, plus rock 'n' roll. I'm telling you, they were going crazy and screaming for more. That's what the Russians need, plain old fun."
Abroad, Adhemar misses his Brazilian dishes, but he gobbles up exotic new items like American hamburgers and sundaes ("I could live on them forever"). A natural linguist, he's picked up good English and French, plus fluent bits of Russian, Czech, German, Italian, Japanese, Spanish and Icelandic.
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Melânia Luz
Melânia, penúltima, ao lado de Anice,
Wanda e Julia, suas companheiras de
4x100m rasos.Melânia Luz dos Santos (01/06/1928) é mais um nome de sucesso do atletismo do São Paulo. Esteve presente na maior parte das conquistas dos Campeonatos Paulistas e Troféus Brasil de Atletismo nos anos 40 e 50.
Melânia Luz foi a primeira atleta negra a disputar os Jogos Olímpicos pelo Brasil - Londres, 1948; nas provas de 200 metros rasos e de revezamento 4 x 100 metros rasos, chegando à final em ambas, sem, todavia, poder alcançar o pódio.
Eis um quadro parcial de suas conquistas (por mim conhecidas):
Prata. Camp. Sul-americano, 200m rasos: 1947 (Rio de Janeiro), marca de 26.6s.
Prata. Camp. Sul-americano, 200m rasos: 1949 (Lima), marca de 25.9s.
Prata. Camp. Sul-americano, 4x100m rasos: 1947 (Rio de Janeiro), marca de 50.3s.
Bronze. Camp. Sul-americano, 100m rasos: 1947 (Rio de Janeiro), marca de 12.8s.
Recorde Sulamericano +60, 4x100m rasos: 1997, marca de 1'03"16.
Recorde Sulamericano +70, 200m rasos: 1998, marca de 36"77.
Recorde Brasileiro +70, 200m rasos: 1998, marca de 36"77.
Recorde Brasileiro +70, Salto em altura: 1998, marca de 1,10m.
Recorde Brasileiro +65, 100m rasos: 1995, marca de 15"40.
sábado, 25 de outubro de 2008
Wanda dos Santos
Bi-campeã Mundial dos 80m com barreiras.
Bi-campeã dos Jogos Ibero-Americanos
Prata nos 80 metros com barreira (11.5s) no Panamericano de 1959 em Chicago.
Bronze nos 80 metros com barreira (11.8s) no Panamericano de 1955 na Cid. do México.
Bronze nos 80 metros com barreira (11.5s) no Panamericano de 1963 em São Paulo.
Bronze no Salto em distância (5.18m) no Panamericano de 1951 em Buenos Aires.
Participou dos Jogos Olímpicos de Helsinque, Finlândia, em 1952.
Participou dos Jogos Olímpicos de Roma, Itália, em 1960.
Detém o recorde mundial dos 300 metros com barreira (prova atualmente descontinuada) com a marca de 55s04.
Wanda dos Santos, ainda hoje, mesmo com 76 anos, é atleta do SPFC e disputa competições de veteranos, além de promover eventos sociais e esportivos para a terceira idade e também dar aulas no ensino fundamental para crianças do Colégio Santa Helena na Vila Gumercindo.
No Troféu Brasil de Atletismo de Veteranos, em 2003, conquistou quatro medalhas de ouro em sua categoria: Salto em distância, Triplo com 6,96m, Altura com 1,05m, novo recorde brasileiro, e Lançamento do disco com 18,56m, também novo recorde brasileiro.
Mais recentemente, no último mês de junho, participou do Torneio de Veteranos da Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, e ganhou Bronze no Triatlo de Saltos e Ouros nos 100 metros, 200 metros e no Salto Triplo.
Por fim, cabe lembrar que Wanda teve que superar duas grandes barreiras, além das esportivas. Como mulher e como negra sofreu diversos preconceitos, principalmente nos Jogos Olímpicos de Helsinque, em 1952, onde as demais competidoras, ainda que cordiais, se recusavam ficar próximas ou mesmo tocar na atleta brasileira.
Abaixo, uma bela homenagem do Esporte Espetacular para a atleta:
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
José João da Silva
The Life
Por Marco Antônio Figueiredo "Markiuss"
Além da vitória, o pernambucano José João entraria para a história como o segundo brasileiro a vencer a corrida desde que ela virou internacional, em 1945. O primeiro atleta a realizar esta proeza foi Sebastião Alves Monteiro, que ganhou em 45 e 46.
"A primeira vitória foi o ponto mais alto da minha carreira. Me segue até hoje como uma sombra", diz o atleta, que agora dedica-se a treinar novos atletas. Mas ele admite que precisou de tempo para dimensionar o feito. "Eu não tinha noção da importância disso. Demorei um ano para entender. Sempre fui muito realista e fui dimensionando aos poucos", explica.
Nos dois anos seguintes, em 81 e 82, José João foi terceiro colocado. Em 83, uma fratura no braço, durante um treinamento, o impediu de disputar a prova. Em 84, ele voltou em boa forma, mas não conseguiu superar o português Carlos Lopes, medalha de ouro nas Olimpíadas de Los Angeles (84) e ficou com o vice.
A segunda vitória dele na tradicional corrida veio em 85, para reafirmar seu nome na lista dos grandes campeões da São Silvestre. Desta vez, ele completou o trajeto em 36min48, liderando de ponta a ponta e deixando para trás o equatoriano Rolando Vera, que seria depois seria tetracampeão da prova (86-89). No seguinte, ele completou dez participações na prova, terminando em 11º lugar. Nada mal para quem foi totalmente desacreditado quando começou a correr, em 75, por ser desajeitado, o que lhe rendeu o apelido de arataca (arapuca).
"Acho que o maior serviço que prestei ao esporte foi vencer a São Silvestre, porque incentivei a participação popular. Veja, hoje, como a corrida é imensa. Daqui a pouco vai precisar de duas (avenidas) Paulistas para caber todo mundo."
| Ano | Atleta | País | Tempo | Distância |
| 1945 | Sebastião A. Monteiro | Brasil | 21min54s | 7 Km |
| 1946 | Sebastião A. Monteiro | Brasil | 21min57s | 7 Km |
| 1947 | Oscar Moreira | Uruguai | 21min45s | 7 Km |
| 1948 | Raul Inostroza | Chile | 22min18s | 7 Km |
| 1949 | Viljo Heino | Finlândia | 22min45s | 7.3 Km |
| 1950 | Lucien Theys | Bélgica | 22min37s | 7.3 Km |
| 1951 | Erik Krucziky | Alemanha | 22min26s | 7.3 Km |
| 1952 | Franjo Mihalic | Iugoslávia | 21min38s | 7.3 Km |
| 1953 | Emil Zatopek | Checoslováquia | 20min30s | 7.3 Km |
| 1954 | Franjo Mihalic | Iugoslávia | 23min | 7.3 Km |
| 1955 | Kenneth Norris | Grã-Bretanha | 22min18s | 7.4 Km |
| 1956 | Manoel Faria | Portugal | 21min58s | 7.4 Km |
| 1957 | Manoel Faria | Portugal | 21min37s | 7.4 Km |
| 1958 | Osvaldo Suarez | Argentina | 21min40s | 7.4 Km |
| 1959 | Osvaldo Suarez | Argentina | 21min55s | 7.4 Km |
| 1960 | Osvaldo Suarez | Argentina | 22min2s1 | 7.4 Km |
| 1961 | Martin Hyman | Grã-Bretanha | 21min24s | 7.4 Km |
| 1962 | Hamoud Ameur | França | 22min08s | 7.4 Km |
| 1963 | Henry Clerckx | Bélgica | N/A | 7.4 Km |
| 1964 | Gaston Roelants | Bélgica | 21min37s | 7.4 Km |
| 1965 | Gaston Roelants | Bélgica | 21min20s | 7.4 Km |
| 1966 | Alvaro Mejia Flores | Colômbia | 29min57s | 9.2 Km |
| 1967 | Gaston Roelants | Bélgica | 24min55s | 8.7 Km |
| 1968 | Gaston Roelants | Bélgica | 24min32s | 8.7 Km |
| 1969 | Juan Martinez | México | 24min02s | 8.7 Km |
| 1970 | Frank Shorter | EUA | 24min27s | 8.9 Km |
| 1971 | Rafael Tadeo Palomares | México | 23min47s | 8.7 Km |
| 1972 | Victor Mora | Colômbia | 23min24s | 8.7 Km |
| 1973 | Victor Mora | Colômbia | 23min25s | 8.7 Km |
| 1974 | Rafael Angel Perez | Costa Rica | 23min58s | 8.9 Km |
| 1975 | Victor Mora | Colômbia | 23min13s | 8.9 Km |
| 1976 | Edmundo Warnke | Chile | 23min50s | 8.9 Km |
| 1977 | Domingo Tibaduiza | Colômbia | 23min55s | 8.9 Km |
| 1978 | Radhouane Bouster | França | 23min51s | 8.9 Km |
| 1979 | Herb Lindsay | EUA | 23min26s | 8.9 Km |
| 1980 | José João da Silva | Brasil | 23min40s | 8.9 Km |
| 1981 | Victor Mora | Colômbia | 23min30s | 8.9 Km |
| 1982 | Carlos Lopes | Portugal | 39min41s | 13.5 Km |
| 1983 | João da Mata | Brasil | 37min39s | 12.6 Km |
| 1984 | Carlos Lopes | Portugal | 36min43s | 12.6 Km |
| 1985 | José João da Silva | Brasil | N/A | 12.6 Km |
| 1986 | Rolando Vera | Equador | 36min45s | 12.6 Km |
| 1987 | Rolando Vera | Equador | 39min02s | 13.0 Km |
| 1988 | Rolando Vera | Equador | 36min23s | 13.0 Km |
| 1989 | Rolando Vera | Equador | 36min45s | 13.0 Km |
| 1990 | Arturo Barrios | México | 35min57s | 12.6 Km |
| 1991 | Arturo Barrios | México | 44min47s | 15 Km |
| 1992 | Simon Chemwoyo | Quênia | 44min08s | 15 Km |
| 1993 | Simon Chemwoyo | Quênia | 43min20s | 15 Km |
| 1994 | Ronaldo da Costa | Brasil | 44min11s | 15 Km |
| 1995 | Paul Tergat | Quênia | 43min12s | 15 Km |
| 1996 | Paul Tergat | Quênia | N/A | 15 Km |
| 1997 | Émerson Iser Bem | Brasil | 44min40s | 15 Km |
| 1998 | Paul Tergat | Quênia | 44min47s | 15 Km |
| 1999 | Paul Tergat | Quênia | 44min35s | 15 Km |
| 2000 | Paul Tergat | Quênia | 43min57s | 15 Km |
| 2001 | Tesfaye Jifar | Etiópia | 44min15s | 15 Km |
| 2002 | Robert Cheruiyot | Quênia | 44min59s | 15 Km |
| 2003 | Marílson dos Santos | Brasil | 43min50s | 15 Km |
| 2004 | Robert Cheruiyot | Quênia | 44min43s | 15 Km |
| 2005 | Marílson dos Santos | Brasil | 44min22s | 15 Km |
| 2006 | Frank Caldeira | Brasil | 44min06s | 15 Km |
| 2007 | Robert Cheruiyot | Quênia | 44min43s | 15 Km |
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Recorde Memorável
Parece impossível, mas sim, pode.
Até meados dos anos 60 o São Paulo Futebol Clube sempre teve uma fortíssima equipe de atletismo, nas mais variadas modalidades, a qual lhe proporcionou inúmeros títulos:
Taça Brasil de Atletismo: 1945, 1947, 1948, 1949, 1950, 1951.
Campeonato Paulista de Atletismo: 1944, 1945, 1947, 1948, 1949, 1950, 1951, 1952, 1953, 1954, 1955, 1956, 1957, 1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1966.
E ídolos como Adhemar Ferreira da Silva.
Uma verdadeira máquina de conquistas. Todavia, o tempo passou, voraz, e tudo o que sobrou dessa época vitoriosa foi uma pista de atletismo no Estádio do Morumbi, que curiosamente (ou tristemente) serve somente de enfeite, e não de pista, propriamente dita.
Tudo o que sobrou? A bem da verdade, se repararmos bem, algo mais perdurou.
Um recorde datado de 21 de dezembro de 1946 que é imbatível até hoje, o da equipe de revezamento 4 x 200 m da equipe Tricolor composta pelos atletas Ribeiro, Pietro, Moura e Silva, cuja marca é de 1 minuto 29 segundos e 4 décimos (1'29''.40).
Essa modalidade nunca foi olímpica, todavia sempre esteve presente no currículo esportivo das principais federações de atletismo. Enfim, talvez por não ter um chamativo tão atraente quanto uma Olimpíada esse recorde ainda perdure.
Talvez.
Talvez também nem seja uma marca espantosa, se tratando somente de um recorde paulista (O recorde brasileiro é de 1'27''.90), ainda que São Paulo seja um dos principais pólos do atletismo nacional.
Talvez.
Mas o que é verdadeiramente espantoso é esse recorde durar 62 anos.
Ai sem talvez algum.










