É utilizado no Morumbi, como visto na matéria, há 1 ano e meio. Ou seja, tecnologia de alta perfomance aliada ao trabalho de ponta da fisiologia do São Paulo, representada pelo Dr. Turíbio Leite de Barros.
SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE
CNPJ/MF nº 60.517.984/0001-04
Fundação: 25 de janeiro de 1930
Apelidos: O Mais Querido, Clube da Fé, SPFC, Tricolor Paulista.
Esquadrão de Aço (30-35), Tigres da Floresta (30-35), Rolo Compressor (38-39, 43-49), Tricolor do Canindé (44-56), Rei da Brasilidade (50-60), Tricolor do Morumbi (60-), Máquina Tricolor (80/81), Tricolaço (80/81), Menudos do Morumbi (85-89), Máquina Mortífera (92/93), Expressinho Tricolor (94), Time de Guerreiros (2005), Soberano (2008), Jason (08-09), Exército da Salvação (2017), O Mais Popular (2023), Campeão de Tudo (2024).
Mascote: São Paulo, o santo.
Lema: Pro São Paulo FC Fiant Eximia (Em prol do São Paulo FC façam o melhor).
Endereço: Pr. Roberto Gomes Pedrosa, 1. Morumbi; São Paulo - SP. CEP: 05653-070.
Site Oficial: www.saopaulofc.net
E-mail: site@saopaulofc.net
Telefone: (55-0xx11) 3749-8000. Fax: 3742-7272.
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segunda-feira, 6 de abril de 2009
Fisiologia de ponta
É utilizado no Morumbi, como visto na matéria, há 1 ano e meio. Ou seja, tecnologia de alta perfomance aliada ao trabalho de ponta da fisiologia do São Paulo, representada pelo Dr. Turíbio Leite de Barros.
domingo, 8 de março de 2009
A nutricionista pioneira: Patrícia Bertolucci
Ainda que atrasado, com menção honrosa ao dia internacional da mulher.
Patrícia Bertolucci: veto à feijoada e demissão na seleção de 1994
Denise Mirás para o UOL
Estudiosa, como ela mesma se define, e muito determinada, Patrícia Bertolucci pode ter ficado mais conhecida por sua saída da seleção brasileira às vésperas da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, por ter cortado a feijoada –o que não foi acatado pelos dirigentes. Mas o trabalho de Patrícia vem de muito antes dessa história, com o convite do preparador físico Moraci Santana, em dezembro de 1991, para ser a nutricionista do São Paulo, que então chegaria ao bicampeonato mundial de clubes em 1992 e 93. Nessa década de 90, Patrícia tinha dado início ao "primeiro e único" trabalho de nutrição específico para um time de futebol, visando à melhora de rendimento dos atletas. Hoje, não se imagina um clube sem um responsável por essa área. E até os hábitos alimentares dos jogadores já se depuraram com o tempo – uma salada ou um suco já não são motivo para cara feia.
Patrícia diz que teve carta branca de Moraci Santana para seu trabalho com nutrição e suplementos alimentares, para o time do técnico Telê Santana. "No início, teve um ciumezinho, mas foi passageiro. Nos vários campeonatos, introduzimos os suplementos, como carboidratos em pó nos intervalos, o lanche depois das partidas para completar a cota de recuperação. E eles ainda voltavam ao CT (Centro de Treinamento) para jantar".
Além de nutrição, Patrícia tinha feito educação física e especialização em fisiologia do exercício. Assim, chegou ao São Paulo munida de informações também relacionadas à parte técnica, da exigência física ao tempo, monitoradas por exames, até as vias pelas quais o corpo consome energia e as formas de reposição – e tudo relacionado a treinos e jogos.
"A nutrição esportiva estava explodindo fora do Brasil", lembra Patrícia, que também conseguiu implantar seu trabalho graças à qualidade da própria equipe técnica do São Paulo, "muito integrada". Em dois anos, suplementos, vitaminas anti-oxidantes, aminoácidos, hidratação, reposição com isotônico... já eram termos que já faziam parte das conversas – e aliás passariam do esporte profissional para as academias.
Alguns atletas aderiram mais, outros nem tanto, explica Patrícia – os que se mostravam mais arredios eram principalmente os que precisavam emagrecer. Mas, monitorados e observando os resultados de testes, já compreendiam que o trabalho era a favor deles, da saúde e do desempenho.
Depois do bicampeonato do São Paulo, Patrícia Bertolucci chegou à seleção brasileira. Mas, mal-recebida pelos médicos Mauro Pompeu e Lídio de Toledo, em determinada hora optou por sair. "Quando cheguei, já ouvi que, ali, eu não iria usar 'minhas perfumarias', como disseram. Os jogadores foram me receber, me apresentaram ao técnico (Carlos Alberto Parreira), muitos deles do São Paulo, como o Palhinha, o Ronaldo (Ronaldão), o Raí, o Müller, o Zetti."
Mas Patrícia não iria conseguir desenvolver trabalho nenhum. "Não me deixavam ir ao campo. Diziam que meu lugar era na cozinha. Se entrava na cozinha, o cozinheiro não me queria lá. Quis olhar os testes dos jogadores, os dados fisiológicos, e não me deixaram – disseram que era confidencial. O Moraci (também preparador físico da seleção) dizia para eu fazer meu trabalho. Depois, me contou que eles usavam. Mas eu não podia ter contato com os jogadores, nem sabia o que estavam comendo."
Foi decidido que Patrícia não iria para os Estados Unidos. E, em uma coletiva de imprensa, lhe foi perguntado o que achava dos jogadores comerem feijoada. "Eu disse que, na minha opinião, não era apropriado. Eu não sabia, mas a comissão técnica já tinha comprado tudo para embarcar: tantos quilos de feijão, de paio... Fiquei numa saia justa."
"Enfim, depois de tentar conversar com os médicos, ouvi: 'Minha filha... Faça o seu cardápio, que eu vou ver se vou usar.' Eu comentei que não sabia por que tinham me chamado. E ouvi: 'Também não sei. Por mim, você pode ir embora.'"
E Patrícia foi. Mas a nutrição nos clubes, na seleção, foi totalmente incorporada. Ela segue nas áreas de consultoria e pesquisa. Onde é muito respeitada.
Denise Mirás para o UOL
Estudiosa, como ela mesma se define, e muito determinada, Patrícia Bertolucci pode ter ficado mais conhecida por sua saída da seleção brasileira às vésperas da Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, por ter cortado a feijoada –o que não foi acatado pelos dirigentes. Mas o trabalho de Patrícia vem de muito antes dessa história, com o convite do preparador físico Moraci Santana, em dezembro de 1991, para ser a nutricionista do São Paulo, que então chegaria ao bicampeonato mundial de clubes em 1992 e 93. Nessa década de 90, Patrícia tinha dado início ao "primeiro e único" trabalho de nutrição específico para um time de futebol, visando à melhora de rendimento dos atletas. Hoje, não se imagina um clube sem um responsável por essa área. E até os hábitos alimentares dos jogadores já se depuraram com o tempo – uma salada ou um suco já não são motivo para cara feia.
Patrícia diz que teve carta branca de Moraci Santana para seu trabalho com nutrição e suplementos alimentares, para o time do técnico Telê Santana. "No início, teve um ciumezinho, mas foi passageiro. Nos vários campeonatos, introduzimos os suplementos, como carboidratos em pó nos intervalos, o lanche depois das partidas para completar a cota de recuperação. E eles ainda voltavam ao CT (Centro de Treinamento) para jantar".
Além de nutrição, Patrícia tinha feito educação física e especialização em fisiologia do exercício. Assim, chegou ao São Paulo munida de informações também relacionadas à parte técnica, da exigência física ao tempo, monitoradas por exames, até as vias pelas quais o corpo consome energia e as formas de reposição – e tudo relacionado a treinos e jogos.
"A nutrição esportiva estava explodindo fora do Brasil", lembra Patrícia, que também conseguiu implantar seu trabalho graças à qualidade da própria equipe técnica do São Paulo, "muito integrada". Em dois anos, suplementos, vitaminas anti-oxidantes, aminoácidos, hidratação, reposição com isotônico... já eram termos que já faziam parte das conversas – e aliás passariam do esporte profissional para as academias.
Alguns atletas aderiram mais, outros nem tanto, explica Patrícia – os que se mostravam mais arredios eram principalmente os que precisavam emagrecer. Mas, monitorados e observando os resultados de testes, já compreendiam que o trabalho era a favor deles, da saúde e do desempenho.
Depois do bicampeonato do São Paulo, Patrícia Bertolucci chegou à seleção brasileira. Mas, mal-recebida pelos médicos Mauro Pompeu e Lídio de Toledo, em determinada hora optou por sair. "Quando cheguei, já ouvi que, ali, eu não iria usar 'minhas perfumarias', como disseram. Os jogadores foram me receber, me apresentaram ao técnico (Carlos Alberto Parreira), muitos deles do São Paulo, como o Palhinha, o Ronaldo (Ronaldão), o Raí, o Müller, o Zetti."
Mas Patrícia não iria conseguir desenvolver trabalho nenhum. "Não me deixavam ir ao campo. Diziam que meu lugar era na cozinha. Se entrava na cozinha, o cozinheiro não me queria lá. Quis olhar os testes dos jogadores, os dados fisiológicos, e não me deixaram – disseram que era confidencial. O Moraci (também preparador físico da seleção) dizia para eu fazer meu trabalho. Depois, me contou que eles usavam. Mas eu não podia ter contato com os jogadores, nem sabia o que estavam comendo."
Foi decidido que Patrícia não iria para os Estados Unidos. E, em uma coletiva de imprensa, lhe foi perguntado o que achava dos jogadores comerem feijoada. "Eu disse que, na minha opinião, não era apropriado. Eu não sabia, mas a comissão técnica já tinha comprado tudo para embarcar: tantos quilos de feijão, de paio... Fiquei numa saia justa."
"Enfim, depois de tentar conversar com os médicos, ouvi: 'Minha filha... Faça o seu cardápio, que eu vou ver se vou usar.' Eu comentei que não sabia por que tinham me chamado. E ouvi: 'Também não sei. Por mim, você pode ir embora.'"
E Patrícia foi. Mas a nutrição nos clubes, na seleção, foi totalmente incorporada. Ela segue nas áreas de consultoria e pesquisa. Onde é muito respeitada.
MAIS SOBRE PATRÍCIA
Nome: Patrícia Bertolucci
Área: Nutrição
Formação: Nutricionista, curso superior incompleto de Educação Física
Atuação: atua basicamente como consultora em nutrição esportiva, para triatletas, maratonistas e outros praticantes de atividade física, clubes e empresas, com passagem pelo São Paulo F.C. e Seleção Brasileira de Futebol. Pratica triatlo, com treinos diários de natação, corrida, ciclismo e musculaçãoÁrea: Nutrição
Formação: Nutricionista, curso superior incompleto de Educação Física
terça-feira, 18 de novembro de 2008
O papel médico nos clubes esportivos...
... e especialmente no Departamento Profissional
Escrito pelo Dr. Piragibe Nogueira*, para a Revista "Tricolor", nº 1, em 1949.
Com um povo que, na sua grande maioria, vive em estado de subnutrição qualitativa e até quantitativa, pode-se imaginar que, de início, um dos problemas elementares do médico será dar aos futuros atletas uma noção das necessidades alimentares básicas do organismo humano, nas diferentes etapas da vida.
A idéia de fracção protéica, hidrocarbonada, gordurosa e vitaminada tem que ser incutida nos praticantes do esporte, de uma maneira tão simples como penetrante, para que eles passem a avaliar o papel fundamental da alimentação e tenham até noção do valor calórico, apreciavelmente correcta, dos componentes de uma refeição. Isto já evitaria a cena, meio cômica, meio ridícula, mas inteiramente condenável, de um craque de futebol a tomar, por via endovenosa, alguns centímetros cúbicos de uma solução hipertônica de glicose, no intervalo de um jogo. A grande desidratação a que o jogador está sendo submetido vai ser intensificada pela glicose hipertônica e a quantidade de glicose, como fonte de calorias, é absolutamente irrisória.
Mais de 50% dos acidentes comuns aos músculos, ligamentos e articulações teriam sua cura realizada dentro de uma a duas semanas de maneira definitiva, se fossem afastados o empirismo, a ignorância e a charlatanice de improvisados massagistas que “põem o nervo no lugar”, mesmo nos casos de ruptura de feixes musculares, entorses, luxações e até faturas, fazendo o traumatizado, seja pela continuação da prova, seja pelo retorno precoce à actividade, agravar muito ou tornar séria uma lesão de menor importância.
Não é tudo sobre o assunto.
Que dizer dos máximos dirigentes do nosso futebol, impedindo a substituição, nas provas de campeonato, dos jogadores que sofrem traumatismo, de vulto a impedir actuação eficiente, e até dos traumatismos que de início levam o jogador ao hospital? Este clamoroso erro biológico, esportivo, técnico e econômico tem alguma justificativa lógica? O critério médico para as substituições em casos de traumatismos durante as provas de futebol é uma dessas medidas cuja ausência, entre nós, demonstra até falta de bom senso. A responsabilidade desses actos seria inteiramente do médico e este sabe que só pode justificá-las com factos reais. Quanta cena deprimente tem sido assistidas em nossos gramados, causadas pela actuação forçada e penosa de um jogador traumatizado!...
Mas voltemos ao papel do médico. Admita-se que tudo corra bem, durante a partida, e que a vitória venha coroar os esforços de um determinado conjunto. Cessará aí o papel dele? Não. Por certo ele não será elemento muito destacado nas expansões de entusiasmo superficial e nem nos abraços dados aos jogadores molhados pelo suor ou pela água dos chuveiros, pois terá de continuar seu trabalho. Compete ao médico, nesse momento, fazer uma revisão de todos os elementos de sua equipe, na busca de pequenos traumatismos, não importantes no decurso da refrega terminada, mas cuja evolução, se desfavorável, poderá incapacitar seu portador para a próxima partida.
Depois de tudo isto, ainda lhe compete prover e orientar a recuperação da equipe, através de repouso, alimentação e, às vezes, medicação adequada.
É uma tarefa das mais delicadas e principalmente em um meio em que a deficiência de instrução constitui quase uma regra. O médico precisa contar com uma autoridade construída na simpatia e na persuasão, pois, só assim, poderá evitar que os jogadores e certos “ardorosíssimos” aficcionados, comemorando, com excessos de toda espécie, e a vitória de hoje, preparem, de maneira inevitável, a derrota de amanhã. Eis, em linhas gerais, para esporte e um tanto particulares para o futebol, o papel do médico. Sua realização integral é impossível, sem a cooperação dos dirigentes, dos atletas e do quadro social. E é este o programa que o São Paulo Futebol Clube vem procurando pôr em prática, justificando, mais uma vez, seus esforços em prol do desenvolvimento da fisicultura, no Brasil.
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*O Dr. Piragibe Nogueira, sócio nº 1 do São Paulo, faleceu n dia 5 de outubro de 2008 aos 103 anos. O presidente Juvenal Juvêncio decretou luto oficial de sete dias em decorrência do falecimento.
Quando da fusão com o Clube Atlético Estudantes, ao qual pertencia, o médico Piragibe Nogueira proferiu o voto de Minerva na histórica reunião que, em 1938, escolheu a denominação São Paulo Futebol Clube. Na ocasião, foi eleito presidente e, em 1941, escolhido presidente do Conselho Deliberativo. De 1948 a 1951, dirigiu o Departamento Médico do clube, para onde levou toda sua vasta experiência profissional. Entre 1951 e 1962, foi consecutivamente eleito Presidente do Conselho Deliberativo. Participou ativamente da Comissão Pró-Estádio, cujo trabalho resultou na edificação do Morumbi. Por diversas vezes, na década de 60, ocupou a vice-presidência do tricolor. Foi nomeado conselheiro Vitalício em 1973 e assumiu a Presidência do Conselho Consultivo entre janeiro de 1979 e janeiro de 1984. Piragibe foi o único são-paulino que ocupou a Presidência dos três Conselhos.
Sua frase que ficou para história foi declarada ao amigo que me serviu de fonte para esse artigo, o "Chefe", quando o Dr. Piragibe estava aos seus 101 anos:
... Eu não teria vivido um século, se o São Paulo não existisse em minha vida....
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