SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE

CNPJ/MF nº 60.517.984/0001-04
Fundação: 25 de janeiro de 1930
Apelidos: O Mais Querido, Clube da Fé, SPFC, Tricolor Paulista.
Esquadrão de Aço (30-35), Tigres da Floresta (30-35), Rolo Compressor (38-39, 43-49), Tricolor do Canindé (44-56), Rei da Brasilidade (50-60), Tricolor do Morumbi (60-), Máquina Tricolor (80/81), Tricolaço (80/81), Menudos do Morumbi (85-89), Máquina Mortífera (92/93), Expressinho Tricolor (94), Time de Guerreiros (2005), Soberano (2008), Jason (08-09), Exército da Salvação (2017).
Mascote: São Paulo, o santo.
Lema: Pro São Paulo FC Fiant Eximia (Em prol do São Paulo FC façam o melhor).
Endereço: Pr. Roberto Gomes Pedrosa, 1. Morumbi; São Paulo - SP. CEP: 05653-070.
Site Oficial: www.saopaulofc.net
E-mail: site@saopaulofc.net
Telefone: (55-0xx11) 3749-8000. Fax: 3742-7272.

terça-feira, 30 de julho de 2019

A primeira aparição do "Santo Paulo"

Criação de Nino Borges e Thomaz Mazzoni para A Gazeta Esportiva: 11 de setembro de 1943:


Nino Borges publicou os primeiros cartuns dele nesse jornal no dia 14 de agosto de 1943: uma historinha da vida do jogador Milani e um grande desenho do goleiro King. Os mascotes, que se tornaram célebres nos anos seguintes, foram apresentados, somente, na edição 946 do jornal, na data citada no primeiro parágrafo.

Abaixo, a ilustração completa:


E a legenda:

Como são chamados e conhecidos:
Palmeiras com periquito - Mosqueteiro de calções pretos - Portuguesa briosa - Portuguesa fadista - Garoto - S. Paulo da fé, mais querido - Trem ferroviário - Leão de Macuco - Benjamin - D(ona). F. P. F - Vovô - Garboso "campeão da técnica e disciplina".

Na ordem: Palmeiras, Corinthians, Portuguesa Santista, Portuguesa, Juventus, São Paulo, SP Railway, Jabaquara, Comercial-SP, Federação Paulista, Ypiranga e Santos.

Na edição 948, de 18 de setembro de 1943, o Santo volta às páginas, mas agora com o traço do cartunista João Brito e chamado apenas "Paulo":


Apesar de Nino Borges ter criado o "character design" do mascote, coube mesmo a João Brito popularizá-lo, com seu próprio traço, nas edições seguintes:

25 de setembro de 1943

16 de outubro de 1943

Curiosamente, o cartunista João Brito também utilizou a personagem para ilustrar passagens referentes à seleções do Estado de São Paulo, como no caso da FPF no Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, abaixo, e com a Seleção Paulista de Pugilismo, na sequência:

6 de novembro de 1943

27 de novembro de 1943

Nino somente voltou a desenhar o Santo para A Gazeta Esportiva do dia 8 de abril de 1944, perto de um jogo do São Paulo contra o Ypiranga. E nessa arte se vê claramente algo que o diferenciava em relação aos trabalhos de João Brito: a capa vermelha que o mascote utiliza por cima da camisa são-paulina:


Diferentemente da concepção original, Nino nem sempre costumava retratar o Santo com auréola, como se nota no desenho seguinte, publicado em 3 de junho de 1944, véspera de Choque-Rei:


sexta-feira, 26 de julho de 2019

Taça da Simpatia


Taça da Simpatia foi um troféu ofertado pelo Diários Associados (Diário de S. Paulo, Diário da Noite e Diário de Santos) ao vencedor de um concurso patrocinado por estes periódicos, pelo xarope Vic e pelo conhaque Dubar entre junho e agosto de 1952.

A ação tratava-se de uma promoção em que o leitor colecionava figurinhas dos mascotes dos clubes de futebol da primeira divisão paulista antes do início do certame daquele ano e concorria a diversos prêmios oferecidos. Os desenhos de cada figurinha eram as ilustrações clássicas de Nino Borges - que ao visto havia trocado A Gazeta Esportiva pelo Diário justamente naquela temporada.


Os quinze times participantes (São Paulo, Corinthians, Palmeiras, Santos, Portuguesa, Portuguesa Santista, Juventus, Ypiranga, Comercial, Nacional, XV de Piracicaba, XV de Jaú, Ponte Preta, Radium e Guarani) tinham suas figurinhas publicadas semanalmente na rede de jornais, em grupos de cinco, conforme a legenda da imagem acima.

Posteriormente, pouco antes do começo do campeonato, o Jabaquara, que havia sido rebaixado em 1951, foi recolocado no grupo principal graças a uma virada de mesa. Por conta desse desentendimento, o Leão não foi inicialmente incluído na promoção. Mas nas rodadas finais, o Diário de Santos acabou publicando suas figurinhas, mesmo que o clube não participasse efetivamente do concurso.


O leitor participante as recortavam e colavam em uma espécie de álbum/cédula, a qual, quando completada, devia ser destinada à sede do Diários Associados para apuração que definiria qual era o "Clube Mais Simpático da Cidade".

Para a associação vencedora, no geral, seria concedida a Taça da Simpatia. Outro troféu também seria entregue para a agremiação do interior melhor colocada. O regulamento pode ser visto na reprodução abaixo:


Durante os meses de junho e julho, várias parciais foram divulgadas na cadeia de jornais como forma de ativação e divulgação do concurso. Os dirigentes dos clubes também foram envolvidos, principalmente membros dos dois times na ponta da competição: Corinthians e São Paulo - sempre nos primeiros lugares em todas as parciais.

Algumas campanhas, envolvendo os maiores clubes, também foram - como vista abaixo - divulgadas:


No dia 2 de agosto de 1952, o concurso foi finalizado e a cerimônia de entrega do troféu contou com Frederico Estebam Junior, do Corinthians, e Paulo Machado de Carvalho, do São Paulo.


O resultado final, ilustrado abaixo, embora não seja uma pesquisa séria, elaborada através de métodos científicos estatísticos, por sua grande amostra (quase um milhão de cédulas participantes), é um bom indício de que a torcida são-paulina já era, em 1952, a segunda maior torcida da Capital paulista e arredores.

Certamente, algo fruto da década anterior, do Rolo Compressor e do Diamante Negro, Leônidas da Silva.




Como apêndice, segue a coleção de ilustrações dos mascotes elaborados por Nino Borges:


E o curioso caso do Santos, que teve seu mascote alterado pouco antes do começo da promoção: de Peixe para Marujo:



terça-feira, 28 de maio de 2019

A moeda cai de pé...

A moeda cai de pé...
Letra de Buridan 
Arte de Nino Borges
A Gazeta Esportiva, 1 de setembro de 1945


Periquito:
Antes que outro "aventureiro"
Queira o assento tomar
Peço ao ilustre mosqueteiro
Ocupe o alto lugar
Onde pude, um ano inteiro
O futebol dominar

Mosqueteiro:
Creio, não fica bonito
Que eu tome aquilo que é seu
Pode o amigo periquito
Continuar, pois que eu
Sei, ou ao menos palpito
Que esse trono não é meu...

Santo:
Essa dupla é muito boa
Jogando cara ou coroa
Nunca perde a doce fé
Mas, este ano, com certeza
Já nem haverá surpresa
Cai a moeda de pé!

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Peça teatral "O Fanático do São Paulo FC"


Peça teatral escrita por Thomaz Mazzoni, o Olimpicus, e adaptada por Valdemar Seyssel, do Circo Seyssel, localizado na esquina do Largo da Pólvora com a Rua da Liberdade, no centro da cidade de São Paulo.

Tratava-se de uma comédia protagonizada por Henrique e o palhaço Arrelia (Valdemar Seyssel), com participações de Antonio Bocci, cantor, A. Rocha, e os irmãos campos, patinadores.

O anúncio é do Jornal O Esporte, de outubro de 1943 - pouco após o São Paulo ter conquista do Campeonato Paulista daquela temporada. Não possuo a data exata pois este jornal não costumava estampá-la em todas as páginas do periódico.

sábado, 13 de abril de 2019

São Paulo F. C., o clube que precisa vencer um campeonato

Rubens Ulhoa Cintra para o Globo Esportivo, do Rio de Janeiro, de 10 de outubro de 1941

O São Paulo Futebol Clube é um caso único na história do futebol. A afirmativa pode parecer ousada, mas não temos dúvidas em formulá-la. Não conhecemos outro caso como o do Tricolor Paulistano, ou melhor, como o do público que apoia e acompanha esse clube.


A “torcida” do São Paulo é a melhor, a mais notável e extraordinária que conhecemos. Não acreditamos que exista outra tão entusiasta, tão valorosa, tão fiel, tão conformada. Dá tudo ao “seu” São Paulo F. C. e recebe muito pouco, quase nada. Acompanha o clube em todos os seus compromissos sofre com os seus reveses, briga, exalta-se. As outras “torcidas” também são assim, mas essas têm a compensação de grandes vitórias e de campeonatos ganhos, mas o São Paulo ainda não pôde dar ao seu público a imensa satisfação de um título de campeão. Todos os anos a “torcida” tricolor espera que o seu clube ganhe o campeonato, mas até hoje essa conquista não foi possível. Contenta-se então com colocações mais modestas, mas não se revolta, não protesta, espera sempre. Os seus jogadores, mesmo os mais modestos, os de menores recursos técnicos, são apoiados e aplaudidos. Os mais fracos jogadores do São Paulo, para os seus partidários, são superiores a todos os “ases” dos outros clubes.

Para que se dê o justo valor à “torcida” tricolor é preciso que se diga o que é o São Paulo F. C. Esse clube não possui campo próprio, não podendo, portanto, dar facilidades aos seus sócios, que não dispõem de um local para a sua recreação, de uma praça esportiva onde praticar outros esportes. A própria sede do clube é acanhada para o grande número de associados que possui. O São Paulo não oferece assim quase nada aos seus partidários. Os que o querem gostam do clube apenas por gostar, sem exigir, sem esperar qualquer retribuição. São tricolores porque o querem ser, por convicção, por entusiasmo, pela atração poderosa do nome do clube.

O São Paulo só oferece aos seus associados e admiradores os seus jogos. E todos os domingos já está a sua fiel “torcida”, gritando e vivando os seus favoritos. Antes do início das partidas, em coro chama pelo nome cada um dos jogadores que vão defender a camiseta das três cores, aplaudindo com calor todos os componentes da equipe. Durante o jogo os “torcedores” do São Paulo são os mais entusiastas, os mais barulhentos, os que mais se fazem notar. O “placar” não exerce a menor influência sobre o ânimo dessa gente. O quadro é aplaudido sempre, esteja ganhando ou perdendo. Se a vitória sorri ao São Paulo a sua “torcida” torna-se impossível, desorienta os rivais, sufoca com os seus gritos e aplausos o público do adversário. E quando as coisas não correm bem, não se diminui, não deixa de aproveitar todas as oportunidades para animar os seus favoritos, não rasga as suas carteiras. O “fan” tricolor sente a derrota, sentirá talvez mais do que todos, pois é mais vibrante e entusiasta do que todos, mas não se envergonha do seu clube. Atribui a derrota ao juiz, à violência dos contrários, à “chance”, porquê o seu quadro, mesmo batido, continua a ser o melhor do mundo.

Uma “torcida” como essa é realmente admirável. Apesar dos seus excessos é digna de consideração e de simpatia, pela sua fé inabalável no clube que escolheu para o seu favoritismo. Durante muito tempo o São Paulo foi conhecido como o “Clube da fé”. Na verdade, não possuía muito mais do que isso, mas essa fé sustentou o clube nos momentos mais difíceis, deu-lhe forças para resistir, anima esses partidários vibrantes e apaixonados.

Os “fans” do São Paulo esperam sempre que o seu clube lhes dê a suprema ventura de conquistar o campeonato paulista. Em 1931, o São Paulo F. C. ganhou o título, mas os afeiçoados de hoje consideram tão pouco essa conquista como se fora do Corinthians ou do Palestra. O campeão de 31 foi o outro São Paulo, o São Paulo nobre e fidalgo da Floresta, que nada tem que ver com o São Paulo popular de hoje, com o São Paulo que nada possui, a não ser essa “torcida” extraordinária. O público tricolor que dá quase sempre as maiores rendas do campeonato paulista, mesmo não intervindo o São Paulo na luta direta pela posse do título, merece essa satisfação que espera há tanto tempo. O São Paulo F. C., mais do que qualquer outro clube, precisa ganhar um campeonato, tem necessidade de conquistar um título. No dia em que o São Paulo for campeão!... Hoje, com uma equipe que nem sempre corresponde ao que dela se espera, sem campo, com uma sede modesta, o São Paulo é uma potência. Nenhum clube precisa, como o São Paulo, de um título de campeão. Os outros querem ser campeões para satisfazer a sua “torcida”, poderemos dizer que querem o título por vaidade, mas o São Paulo precisa do campeonato por uma necessidade premente, para poder subsistir, pois a sua situação não poderá continuar assim indefinidamente. Um dia esse seu público poderá ficar cansado, aborrecer-se de não ter campo, de só possuir uma sede pequena, de não poder dizer que o seu clube é campeão. O título, para o São Paulo, adquire assim uma importância extraordinária, muito maior do que representa para os demais.

No dia em que o São Paulo for campeão!... Nesse dia o Tricolor terá se transformado, real e efetivamente, na maior força do futebol de São Paulo. Nesse dia o clube das três cores terá um estádio grandioso, digno do seu nome e da sua popularidade, terá uma sede ampla e confortável, terá tudo aquilo com que sonha agora a sua “torcida”.

O Tricolor pouco a pouco se encaminha para essa meta. OS resultados dos seus esforços aparecem cada vez mais evidentes. O quadro sabe que precisa ser campeão, para que a sua “torcida” não venha a desanimar. Se isso chegar a suceder, o São Paulo não morrerá, mas passará a ser um desses clubes que disputam os campeonatos por disputar, sabendo de antemão que lhes está vedado o acesso ao título e às principais colocações. No ano passado o Tricolor se colocou em sexto lugar. No atual certamente, na pior das hipóteses, será o terceiro colocado. O seu grande sonho não se realizará em 1941, mas poderá ser realidade em 1942... Será esse o ano do São Paulo F. C.?... Deveria ser, para bem do futebol bandeirante e para satisfação dessa “torcida” que é a mais barulhenta, a mais entusiasta, a mais violenta, a mais irritante de todas, mas que, mesmo assim, é a mais admirável. Os jogadores do São Paulo, embora profissionais, são homens, têm alma e sentimento. E quanto não dariam eles para levantar o campeonato! Não por eles, embora o título lhes significasse muito, mas pelo seu público, pela “torcida”.



domingo, 3 de março de 2019

Jogos em domingo de carnaval

Além da partida que ocorre hoje, contra o Bragantino, em Bragança Paulista, apenas outras três vezes na história o Tricolor jogou em um domingo de carnaval. Todas fora de casa e não perdeu nenhuma vez.


04.03.1973
Amistoso Nacional
Poços de Caldas (MG)
Estádio Municipal Antônio Megale - Santa Rosália

Associação Atlética CALDENSE (MG) 0 X 1 SÃO PAULO Futebol Clube (SP)

SPFC: Pascoalim; Pablo Forlán, Paranhos, Roberto Dias e Osmar; Édson Cegonha e Pedro Rocha; Jesum, Terto (Silva), Zé Carlos e Piau. Técnico: Telê Santana

Gols: Jesum, 19/2

Rival: Walter, Pedro Paulo, Bazuca, Neto, Luis Carlos, Toninho, Roberto Cruz, Carlos Alberto, Airton (Vandu), Lopes, Ganzepe (Guilherme). Técnico: Desconhecido

Árbitro: Joaquim Gonçãves da Silva
Renda: Desconhecida
Público: Desconhecido



26.02.1995
Amistoso Internacional
Shizuoka (Japão) Nihondaira Stadium - Nihondaira

SHIMIZU Football Club S-PULSE (Japão) 2 X 2 SÃO PAULO Futebol Clube (SP)

SPFC: Zetti/capitão; Cláudio, Junior Baiano, Rogério Pinheiro e André Luiz; Alemão, Donizete, Juninho (Denílson) e José Luís Sierra (Caio); Palhinha e Bentinho. Técnico: Telê Santana

Gols: Bentinho, 20/1; Caio, 41/2

Rival: Sidmar, Naito, Ronaldão, Nakamura, Miura, Yoshida, Ota, Toninho, Nagashima, Sawanobori e Mukogima. Técnico: Masakatsu Miyamoto

Gols: Nagashima, 4/2; Naito, 25/2

Árbitro: Ota Kiyoshi (Japão)
Renda: Desconhecida
Público: 20.000 pagantes



09.02.1997
Campeonato Paulista
Santos (SP) Estádio Ulrico Mursa - Marapé

Associação Atlética PORTUGUESA (Santos - SP) 1 X 3 SÃO PAULO Futebol Clube (SP)

SPFC: Rogério Ceni; Cláudio, Rogério Pinheiro, Bordon e Serginho; Nem (Uéslei), Axel/capitão, Adriano (Fábio Mello) e Marques; Dodô (Catê) e Denílson. Técnico: Muricy Ramalho

Gols: Dodô, 7/1; Adriano, 13/1; Cláudio, 37/2

Rival: Ivan/capitão; Ronaldo, Maurício Copertino, Marinho e Pita; Célio, Hamilton (Davi), Zé Renato (Toni) e Paulinho Kobayashi; Demétrius e João Paulo (Paulinho). Técnico: Joãozinho

Gols: Toni (cabeça), 33/2

Árbitro: Carlos Eugenio Simon
Renda: R$  121.380,00
Público: 12.249 pagantes

Na última partida, uma curiosidade. Rogério Ceni tentou fazer um gol de falta neste jogo. Até então, não havia acertado nenhuma cobrança.

sábado, 2 de março de 2019

sexta-feira, 1 de março de 2019

sábado, 16 de fevereiro de 2019

A história do Tricolor no basquete

Em 2019, o São Paulo disputará a Liga Ouro de Basquete em busca do acesso à principal liga do esporte no Brasil, a NBB. É o retorno do Tricolor à modalidade profissional após 16 anos de ausência: na temporada 2002/2003, a torcida são-paulina viu em quadra o time feminino, liderado por Janeth Arcain, ser campeão nacional.  


Contudo, a história do clube com a modalidade é bem mais antiga, tendo origem no segundo semestre de 1942. Na época, o presidente tricolor, Décio Pacheco Pedroso, resolveu transformar o São Paulo em uma associação poliesportiva. Além do futebol e do basquete, foram adotados também o atletismo, o pugilismo, o vôlei, o remo, o tênis, dentre outros esportes, como até mesmo a esgrima, o xadrez e o beisebol.

O primeiro passo foi dado com o time masculino de basquete, que antes ainda de completar um ano de atividades, faturou o título do Campeonato Paulista de 1943 (ou melhor dizendo, como ficou conhecido posteriormente, do Campeonato Metropolitano, pois na época também existia o Campeonato do Interior do Estado e naquela edição não houve cruzamento dos vencedores).


Na mesma temporada, o São Paulo venceu também o Triangular Rio-São Paulo-Minas, derrotando o Fluminense na decisão. O sucesso no empreendimento masculino motivou a criação do setor feminino, na sequência. E as vitórias também vieram: Campeãs do Torneio Início de 1944, da III Olimpíada Tricolor (confrontos contra o Fluminense), e do Campeonato Paulista (válida a mesma observação feita acima).

Nesta fase, os principais nomes do basquete no clube eram, no masculino, Naim, Montanarine, Abreu, Massenet e Nigro. Já no feminino, Rute, Lais, Vanda, Antonieta e Elisa. Todos e todas com passagens por seleções estaduais e nacionais. As equipes de basquete são-paulinas, na época, eram tão respeitadas que tal prestígio motivou uma equipe de militares norte-americanos, que serviam a esquadra do país deles em águas brasileiras, a um jogo amistoso contra os tricolores no Pacaembu: e o Tricolor venceu, em noite que valeu o recorde de público e renda para o esporte no cenário sul-americano, até então.


Contudo, com a difícil negociação para a obtenção de uma nova sede social, onde o São Paulo pudesse erguer o próprio estádio de futebol e acomodar também seus setores poliesportivos (o time de  basquete, por exemplo, mandava seus jogos no Clube Anhangüera), a tardia evolução desse processo e o contínuo aumento de custos, os departamentos amadores forem sendo fechados, um a um, até restarem apenas o atletismo e o boxe durante a construção do Morumbi, nos anos 50.

Desta maneira, o Tricolor se manteve afastado dos jogos de basquete de categorias adultas (pois sempre manteve times sociais e federativos em categorias de base) até retornar timidamente em 1989 e 1990: no primeiro ano venceu o Campeonato Paulista da 2ª divisão, então nomeado de 1ª divisão; e no segundo participou da divisão principal. Voltou, porém, a se licenciar logo depois.


Foi somente em 2002, sob a tutela de Marcelo Portugal Gouvêa, com o comando do técnico Alexandre César Cato, e em parceria com a AA Guaru, de Guarulhos, que o basquete são-paulino atingiu seu ápice: o time de Janeth, Kátia, Palmira, Simone, Íris e cia sagrou-se campeão brasileiro. Além disso, a equipe chegou a disputar o Campeonato Mundial, em 2003, terminando em sétimo lugar.

Agora, em 2019, com a equipe masculina, um novo capítulo se inicia para o esporte no Tricolor. 

Grandes Taças