SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE

CNPJ/MF nº 60.517.984/0001-04
Fundação: 25 de janeiro de 1930
Apelidos: O Mais Querido, Clube da Fé, SPFC, Tricolor Paulista.
Esquadrão de Aço (30-35), Tigres da Floresta (30-35), Rolo Compressor (38-39, 43-49), Tricolor do Canindé (44-56), Rei da Brasilidade (50-60), Tricolor do Morumbi (60-), Máquina Tricolor (80/81), Tricolaço (80/81), Menudos do Morumbi (85-89), Máquina Mortífera (92/93), Expressinho Tricolor (94), Time de Guerreiros (2005), Soberano (2008), Jason (08-09), Exército da Salvação (2017), O Mais Popular (2023), Campeão de Tudo (2024).
Mascote: São Paulo, o santo.
Lema: Pro São Paulo FC Fiant Eximia (Em prol do São Paulo FC façam o melhor).
Endereço: Pr. Roberto Gomes Pedrosa, 1. Morumbi; São Paulo - SP. CEP: 05653-070.
Site Oficial: www.saopaulofc.net
E-mail: site@saopaulofc.net
Telefone: (55-0xx11) 3749-8000. Fax: 3742-7272.
Mostrando postagens com marcador Inaugurações do Morumbi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Inaugurações do Morumbi. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de outubro de 2017

Capa de jornal sobre a inauguração do Morumbi


Capa do jornal O Esporte de 1 de outubro de 1960.

sábado, 2 de outubro de 2010

E na Inauguração do Morumbi...

... ele também esteve presente.


Junto de Laudo Natel, o Governador Carvalho Pinto, sua esposa e outros.


Não sabe ainda a quem me refiro?


E agora?

Boa sorte ao são-paulino Plínio de Arruda Sampaio, candidato ao cargo máximo do executivo nacional. Um ícone de nossa política.

(Não entendam isso como partidarismo ou propaganda política. Vale a curiosidade, não há como desvincular uma coisa da outra).

Fotos de Fábio Carbone, Revista Grandes Clubes Brasileiros e UOL, na ordem.
...

2 de outubro de 1960

O retrato da inauguração do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, pela Revista Gazeta Esportiva Ilustrada (2ª Quinzena de Setembro de 1960 e 1ª Quinzena de Outubro de 1960)


Photobucket
Photobucket
Photobucket
Photobucket
Photobucket
Photobucket

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Inauguração definitiva do Morumbi

Em 1960, o Estádio Cícero Pompeu de Toledo fora inaugurado. Parcialmente construído, mas inaugurado - a fim de que, com ele, fosse possível aumentar as receitas para a conclusão do próprio. Sua estréia definitiva, com sua construção terminada, se deu em 1970, mais especificamente em 25 de janeiro de 1970 - aniversário da cidade de São Paulo. O adversário escolhido novamente foi uma equipe lusitana, o FC Porto.

O público ainda chegando para o início do jogo...
(Foto de Edison Junior)

Deixo aqui, transcrito, trechos e relatos do jogo por Conrado Giacomini, em texto publicado na Estação Tricolor:
A poucos dias do dia do jogo de inauguração, um acontecimento um tanto inusitado agitou os bastidores do clube: as peças de madeira, resultantes dos escombros que sobraram do processo de finalização da arena, ainda não haviam sido recolhidas de dentro do campo, e a firma contratada para fazer esse trabalho estipulou um prazo de 40 dias para executá-lo. Como o grande evento seria realizado antes desse espaço de tempo, um dirigente tricolor, amigo do general comandante da 2a. Região Militar, solicitou a ajuda do exército. Ao saber que os militares necessitavam de lenhas usadas, apresentou a seguinte proposta ao general: o clube cederia a madeira e, em troca, o exército teria que removê-la do Morumbi em um único dia. Acordo fechado, do dia pra noite, todas as fôrmas de madeira foram recolhidas do estádio.

Passados mais alguns dias, outro fato curioso ocorreu antes do jogo de reinauguração: a esta altura, janeiro de 1970, a FIFA já havia instituído que as balizas deveriam ser redondas, produzidas com madeira de ipê ou perobinha, em substituição às traves de quinas então utilizadas. O São Paulo já providenciara este tipo de material para o Morumbi. Entretanto, para o jogo que marcaria o grande acontecimento, o clube resolveu instalar traves novas. A fábrica incumbida de realizar a confecção, toda vez que era cobrada pelos dirigentes, adiava a entrega das balizas. Até que, às vésperas do evento, informou ao clube que não tinha como fabricá-las por que não estava achando peças de caibro de 7 metros no mercado; as mais extensas possuíam 4,5 metros de medida. Conclusão: o estádio foi reinaugurado com as traves antigas. Sorte que ninguém percebeu.

A partida teve a presença de várias autoridades, como o presidente da República, general Emílio Garrastazu Médici, o governador paulista, Roberto Costa de Abreu Sodré, e o prefeito de São Paulo, Paulo Salim Maluf. Era o auge da ditadura militar. A presença mais ilustre, contudo, não foi de nenhum político, mas do dramaturgo Nelson Rodrigues. Uma das raríssimas vezes que o anjo pornográfico saiu do Rio de Janeiro para assistir um jogo de futebol, pois morria de medo de avião. Será que o tricolor que ele se cansou de cantar em verso e prosa não era o São Paulo?

Sem se importar com o espírito da festa, o São Paulo começou a peleja disposto a vencer. Logo aos 5 minutos, Paraná inicia uma grande ação pela esquerda, sai na cara do goleiro Vaz, mas o arqueiro vai ao encontro do nosso ponta-esquerda e consegue evitar o tento que parecia certo. Aos 15, Jurandir afasta a bola da zaga, ela sobra pra Zé Roberto, que em magnífica jogada estende a Toninho, que inicia arrancada entre os zagueiros, penetra na área, e quando ajeitava a bola para a conclusão, é derrubado. Pênalti. Na cobrança, Zé Roberto pega muito embaixo da bola e ela sai por cima do travessão. Na única jogada perigosa produzida pelo ataque do time português no primeiro tempo, aos 32, após centro da esquerda que Dias aliviou de cabeça, a bola sobrou para Vieira Nunes, que num belo sem-pulo desferido da entrada da área, abre o marcador, 0 a 1. O troco veio rápido. Três minutos depois, Zé Roberto apanha a bola na sua intermediária, abre caminho entre os adversários, e passa a Waltemiro Fernandes Pessoa, o Miruca, que fuzila entre as pernas do goleiro, 1 a 1, o placar final da contenda.

Com a conclusão do Morumbi, o São Paulo retomou sua saga vencedora. Desde então, foi o clube paulista que mais conquistou títulos oficiais, contando campeonatos estaduais, nacionais e continentais. Além disso, a conclusão do estádio mostrou que os dirigentes estavam certos em apostar na obra mesmo em um bairro longínquo. Se na década de 50 o local era inóspito, hoje o Morumbi é a área mais valorizada da capital. Enfim, valeu a pena.
Bandeirão oficial do São Paulo sendo carregado ao centro do campo
(Foto de Edison Junior)

25 de janeiro de 1970. Amistoso Internacional
São Paulo (SP) Estádio Cícero Pompeu de Toledo - Morumbi
São Paulo Futebol Clube (BRA) 1 x 1 Futebol Clube do Porto (POR)

São Paulo: Picasso; Édson, Jurandir, Roberto Dias e Tenente; Lourival e Gérson; Miruca (José Roberto), Toninho, Téia (Babá) e Paraná (Claudinho). Técnico: Zezé Moreira.

Porto: Vaz; Acácio, Valdemar, Vieira Nunes e Sucena; Pavão e Rolando; Gomes, Chico (Seninho), Pinto (Ronaldo) e Nóbrega.

Gols: Vieira Nunes aos 32 minutos e Miruca aos 35 minutos do primeiro tempo
Árbitro: José Favilli Neto
Renda: NCr$ 272.965,00
Público: 59.924 pagantes (107.869 presentes)

sábado, 31 de janeiro de 2009

O primeiro ingresso e primeiro convite

... do Estádio do Morumbi:


Foto de Dario Junior e José Aurino. Enviada por Edison Junior.

Imagem de Marcelo Etienne

A imagem do projeto original do Morumbi no ingresso de sua inauguração parcial, 1960. Curioso é ver a numeração do bilhete: 84.770. Detalhe, oficialmente na abertura tivemos um público pagante de 56.448. Outros 1.000 foram convidados. Mais 800 distribuídos gratuitamente. Sem falar dos 6.500 que invadiram o estádio sem pagar.

(Total de 64.748 pessoas, logo a numeração do bilhete não deve significar nada em especial).

Na imagem do convite, interessante notar o programa da inauguração. Os principais pontos: Inauguração do busto de Cícero Pompeu de Toledo. O jogo principal contra o Sporting de Lisboa e o posterior contra o Nacional do Uruguai, além de um jogo de veteranos do SPFC dos anos 40 contra "Veteranos Paulistas de Futebol".

Os resultados foram: SPFC 1 x 0 Sporting (02/10/60); SPFC 3 x 0 Nacional (09/10/60); e Veteranos do SPFC 0 x 3 Veteranos Paulistas (09/10/60).

domingo, 13 de janeiro de 2008

Inauguração do Morumbi


Durante dois meses, trabalhando vinte e quatro horas por dia, o São Paulo Futebol Clube e as empresas envolvidas na execução das obras complementares do estádio desenvolveram brilhantemente os trabalhos visando à inauguração do "Estádio Cícero Pompeu de Toledo". Cabe-nos destacar que a empresa Civilsan - Engenharia Civil Sanitária foi a responsável pela construção dos trinta (30) vãos, ou, trezentos metros de estrutura de concreto armado que possibilitaram o uso, embora parcialmente construído, do estádio.

Trabalharam ininterruptamente a fim de que o público assistisse um espetáculo verdadeiramente fabuloso. E foi justamente o que se deu. Engalanou-se o "Gigante" para receber em seu bojo um público entusiasta que não regateou aplausos a obra tão magnificente, fruto de um sonho de Cícero Pompeu de Toledo, homenageado com a inauguração de seu busto como também uma placa ao presidente Laudo Natel.


As festividades inaugurais do estádio alcançaram brilhantismo invulgar para esta obra monumental que o São Paulo F.C. entregou ao Desporto Nacional. Viveu a 2 de outubro de 1960 o esporte brasileiro um dos seus dias mais notável e histórico. Prestigiando a festa máxima dos tricolores, além do numeroso público que lotava completamente suas dependências, estavam presente altas autoridades do país, do Estado, Município e inúmeros próceres dos esportes nacional e internacional.

Antecedendo ao embate futebolístico programado entre o São Paulo Futebol Clube e o Sporting Clube de Portugal para a comemoração do evento, foi precedida pelo Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta a benção do estádio, após o que hastearam-se as bandeiras do Brasil e de Portugal sob os acordes dos respectivos hinos nacionais.

Em seqüência às solenidades, soaram os clarins da Banda da Força Pública, dando "toque de silêncio" como homenagem póstuma a Cícero Pompeu de Toledo, que foi o pioneiro da monumental concepção. Foi o ponto comovente das solenidades. Um ato emocionante. Os são-paulinos evocaram naquele momento a figura notável de seu saudoso presidente, o iniciador da magnífica realização que o São Paulo F.C. entregou a cidade de São Paulo e ao Brasil. Seguindo-se ao momento altamente emotivo, ouviu-se o apito do árbitro, Sr. Olten Ayres de Abreu, dando por iniciada a peleja internacional.


As duas equipes jogaram assim constituídas:

São Paulo F.C. - Poy; Ademar, Gildésio e Riberto, Fernando Sátiro e Victor; Peixinho, Jonas (Paulo e Cláudio), Gino, Gonçalo e Canhoteiro. Técnico: Flávio Costa.

Sporting C.P. - Aníbal; Lino, Morato e Hilário, Mendes e Júlio; Hugo, Faustino, Figueiredo (Fernando), Diogo (Geo) e Seminário.

Árbitro: Olten Ayres de Abreu.
Renda: Cr$ 7.868.400,00.
Gol: Arnaldo Poffo Garcia (Peixinho).


Borderô da Inauguração:

Numeradas (Cr$ 500,00 a entrada).

4.468 - vendidas antecipadamente (Cr$ 2.234.000,00).
1.091 - vendidas no estádio (Cr$ 545.500,00).
Total arrecadado nas numeradas: Cr$ 2.779.500,00.

Gerais (Cr$ 100,00 a entrada).

31.878 - vendidas antecipadamente (Cr$ 3.187.600,00).
10.013 - vendidas no estádio (Cr$ 1.901.300,00).
Total arrecadado nas gerais: Cr$ 5.088.900,00.

Renda Total: Cr$ 7.868.400,00.

Total de público pagante: 56.448.
Convidados: 1.000.
Ingressos distribuídos gratuitamente: 800.
Número (previsão aproximada) dos torcedores que invadiram o estádio sem pagamento: 6.500.

Público Total: 64.748.


Por Agnelo di Lorenzo.
Revista Oficial do São Paulo F.C., nº 106.


Grandes Taças