Apenas curiosidade.
Galo (Jī) - 10 títulos
Campeonato Paulista de 1945
Campeonato Paulista de 1957
Campeonato Paulista de 1981
Copa Libertadores de 1993
Recopa Sul-Americana de 1993
Supercopa Sul-Americana de 1993
Mundial de Clubes de 1993
Campeonato Paulista de 2005
Copa Libertadores de 2005
Mundial de Clubes de 2005
Cão (Gǒu) - 5 títulos
Campeonato Paulista de 1946
Campeonato Paulista de 1970
Copa Conmebol de 1994
Recopa Sul-Americana de 1994
Campeonato Brasileiro de 2006
Carneiro (Yáng) - 4 títulos
Campeonato Paulista de 1931
Campeonato Paulista de 1943
Campeonato Brasileiro de 1991
Campeonato Paulista de 1991
Macaco (Hóu) - 4 títulos
Campeonato Paulista de 1980
Copa Libertadores de 1992
Mundial de Clubes de 1992
Campeonato Paulista de 1992
Coelho (Tù) - 3 títulos
Campeonato Paulista de 1975
Campeonato Brasileiro de 1986
Campeonato Paulista de 1987
Javali (Zhū) - 3 títulos
Campeonato Paulista de 1971
Copa Master Conmebol de 1996
Campeonato Brasileiro de 2007
Serpente (Shé) - 3 títulos
Campeonato Paulista de 1953
Campeonato Paulista de 1989
Torneio Rio-São Paulo de 2001
Boi (Niú) - 2 títulos
Campeonato Paulista de 1949
Campeonato Paulista de 1985
Cavalo (Mǎ) - 2 títulos
Campeonato Brasileiro de 1977
Supercampeonato Paulista de 2002
Dragão (Lóng) - 2 títulos
Campeonato Paulista de 2000
Copa Sul-Americana de 2012
Rato (Shǔ) - 2 títulos
Campeonato Paulista de 1948
Campeonato Brasileiro de 2008
Tigre (Hǔ) - 1 título
Campeonato Paulista de 1998
SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
Os títulos do São Paulo no horóscopo chinês
Por Michael Serra às 11:19 0 comentários
Marcadores: Astrologia, Curiosidades, Horóscopo, Listas de Títulos
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Nós acreditamos nesta camisa
Imagem e dados são do Cheni no Campo.
Agradecimentos a Jaime Moreira.
terça-feira, 19 de dezembro de 2017
E o prêmio para o goleador do jogo é... 20 quilos de banha
Isso mesmo.
segunda-feira, 1 de julho de 2013
Mentiras e Cornetas
sábado, 15 de setembro de 2012
Nomes da Fauna
Me pediram, aqui vai então a lista de todos os jogadores com apelidos da fauna.
- Abelha
- Aranha
- Araponga
- Azulão
- Bode
- Canarinho
- Carneiro
- Cegonha, Edson
- Coelho
- Falcão (2)
- Formiga
- Gallo
- Ganso, Paulo Henrique
- Guará (Lobo)
- Jacaré
- Lambari
- León, Ponce de
- Pardal
- Pavão
- Peixinho
- Pintado
- Ratinho (2, Edson)
- Rato
- Sabiá
- Tatu
- Touro, Geraldo
Técnicos:
- Leão
- Formiga
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Bonecos de Olinda
Todo mundo já deve ter visto um Boneco de Olinda. Pois bem, em 1999 a torcida do São Paulo adotou brevemente o estilo dos bonecos para homenagear ex-atletas do clube, conforme mostra esse recorte do jornal Diário Popular de 17 de setembro de 1999 sobre o jogo do dia 11 do mesmo mês, em que o São Paulo venceu o Coritiba por 2 a 1.
Só não consigo reconhecer nenhum jogador. Sei lá, o último parece o Gérson hehe.
p.s. Cornetadinha do jornal na torcida... hehe
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
sábado, 28 de janeiro de 2012
Carona em carro de corrida
sábado, 24 de dezembro de 2011
O juiz é nosso
Calma. Não compramos juízes. Mas meados de 1939 os árbitros eram sócios ou jogadores dos próprios clubes! Claro, não apitavam partidas dos clubes aos quais eram federados ~ salvo em amistosos.
Confira abaixo a relação de alguns árbitros e os respectivos clubes, no período:
Alzemiro Ballio - Santos
Arthur Friedenreich - São Paulo
Attílio Grimaldi - Palestra
Carlos Friedenreich - Germânia
Carlos Martins da Rocha - Botafogo-RJ
Carlos Rustichelli - Internacional
Cid Rosso - União da Lapa
Domingos Nicolelli - Corinthians
Duílio Ranieri - Ypiranga
Edgard da Silva Marques - Santos
Heitor Marcelino Domingues - Palestra
Karl Strobel - Germânia
Luiz Cordovil - Brasil-RJ
Luiz Felizatti - Syrio
Manoel F. Pinto Jr - São Bento
Manoel Nunes - Corinthians.
Octaviano Constante de Oliveira - Portuguesa
Oswaldo Kroolf de Carvalho - Fluminense
Pedro Thomaz - Syrio
Theofilo Osses - Ypiranga
Thomaz Cicarelli - São Bento
Victorio Sylvestre - Internacional
Wenceslau de Souza - Atlético Santista
Heitor Marcelino, inclusive, apitou o jogo de reestreia do São Paulo FC no futebol (25.01.1936, São Paulo 3 x 2 Portuguesa Santista). Havia, antes, também arbitrado São Paulo 0 x 0 Corinthians em 08.07.1934.
Arthur Friedenreich é único árbitro do São Paulo por mim conhecido (Suspeito que João Chiavone, ex-técnico do Tricolor em 1930 também tenha sido, mas não possuo provas concretas). O maior expoente do futebol brasileiro da época também foi juiz! Veja alguns jogos por ele mediados:
07.02.1930 Corinthians 7 x 2 Tucuman (ARG)
16.04.1931 Corinthians 0 x 0 Gimnasia y Esgrima (ARG)
29.01.1933 Hespanha 5 x 6 Corinthians
07.01.1934 CA Paulista 2 x 4 Corinthians
26.01.1930 Palestra Itália 4 x 1 Tucumán (ARG)
19.07.1934 Fluminense 4 x 3 Palestra Itália
01.03.1934 Siderúrgica (MG) 3 x 1 São Paulo
23.10.1938 Botafogo-RP (SP) 3 x 3 São Paulo
Mas além dos juízes, os bandeirinhas também eram dos clubes. Em verdade, os bandeirinhas dos dois clubes tomaram lugar no jogo, no primeiro tempo "bandeirando" para um lado, e no segundo tempo, para o outro. Me espanta que não tenha existido confusão em todo jogo!
O bandeirinha do São Paulo era Hugo Margi - mais sobre ele você pode ler aqui. Convém notar seu uniforme específico (Não possuo imagens mas creio que os árbitros do São Paulo se vestiam da mesma forma) e o uso da bandeira oficial do clube como o instrumento de trabalho. O que me faz pensar se as bandeiras dos clubes tenham surgido por esse motivo, ou o inverso.
sábado, 17 de dezembro de 2011
São Paulo heptacampeão brasileiro?
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Waldick Soriano
Você pode achar estranho, esquisito, mas ao visto foi um apelido atribuido ao São Paulo nos anos 70, conforme o relato abaixo, presente na Folha de São Paulo, de 1984 (clique na imagem para expandir):
Bom, já vi apelidos piores... Grande Waldick Soriano!
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Baú da Felicidade
sábado, 2 de outubro de 2010
E na Inauguração do Morumbi...
... ele também esteve presente.
Junto de Laudo Natel, o Governador Carvalho Pinto, sua esposa e outros.
Não sabe ainda a quem me refiro?
E agora?
Boa sorte ao são-paulino Plínio de Arruda Sampaio, candidato ao cargo máximo do executivo nacional. Um ícone de nossa política.
(Não entendam isso como partidarismo ou propaganda política. Vale a curiosidade, não há como desvincular uma coisa da outra).
Por Michael Serra às 12:30 13 comentários
Marcadores: Curiosidades, Estádio do Morumbi, Inaugurações do Morumbi
terça-feira, 22 de junho de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Kiko! Kiko! Rá, rá, rá!
E vestiu a camisa tricolor.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
São-paulino até de verde!
Uma história legal - e ao mesmo tempo triste...
... por ele ter só uma camisa.
Folha de São Paulo, 30/03/2000.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
Dia da Mentira - 1º de Abril
...o jogo que nao existiu.
(quase que um equivalente da Guerra dos Mundos de Orson Wells em New York, hehe).
Por Celso Unzelte
No Brasil, 1º de abril é considerado o Dia Nacional da Mentira, quando amigos costumam tentar enganar os outros com falsas situações. Nada mais natural, portanto, que algumas brincadeiras comuns nesta data tenham entrado também para a história do futebol.
Ao longo dos anos, o primeiro-de-abril mais comum no futebol tem envolvido notícias de falsas contratações de jogadores, como Maradona no Palmeiras (década de 1990), Jardel na Portuguesa (idem) e Zico no Vasco, que inspirou até a famosa música “Pega na Mentira”, de Erasmo Carlos: “Zico ta no Vasco, com Pelé... Minas importou do Rio a maré”.
No entanto, o maior primeiro de abril futebolístico do Brasil (e talvez do mundo) em todos os tempos aconteceu em São Paulo, em 1951. O São Paulo havia acabado de perder par o Palmeiras a chance de ser tricampeão paulista, e, para afogar as mágoas, resolveu excursionar pela Europa.
Nos vários jornais paulistas do dia 1º de abril de 1951, um domingo, a Rádio Panamericana (atual Jovem Pan) publicou o seguinte anúncio:
DIRETAMENTE DE MILÃO
O JOGO
SÃO PAULO F.C. X MILANO
Como sempre, com exclusividade pela
RÁDIO PANAMERICANA
“A EMISSORA DOS ESPORTES”
Na hora do jogo, quem sintonizou a Pan ouviu, na voz de Geraldo José de Almeida, o São Paulo ser massacrado pelo Milan por 4 a 0.
Acontece, porém, que o tal jogo nunca existiu. Foi gravado na garagem de Paulo Machado de Carvalho, o dono da rádio, pouco antes de o São Paulo embarcar para a Europa. Um belo primeiro de abril pra cima da torcida tricolor...
São Paulo x Milan, 1º de Abril de 1951
Por Gilberto Maluf para o Blog História do Futebol
A Rádio Panamericana colocou no ar a narração forjada, causando desespero na torcida são-paulina. Segundo a ” trasnsmissão ” , o juiz roubava descaradamente para os italianos que ” jogavam ” pesado, agredindo os brasileiros. Hélio Ansaldo frisa: ” Foi criado todo um clima contra o Milan e contra o juiz, e esse clima foi o que fez com que o São Paulo estivesse perdendo de 4 a 0.
Aí ” caiu a linha ” . Muitos desligaram o rádio antes do final da transmissão fictícia. Já no Bixiga, bairro de imigrantes italianos, os torcedores comemoraram a vitória do Milan.
O segredo da gravação fora tão bem guardado que nem Consuelo Viegas de Almeida, esposa de Geraldo José, sabia da verdade. Ela nos contou que um irmão do locutor, Sebastião José de Almeida, são-paulino roxo, até se sentiu mal durante a irradiação.
Aurélio Campos, que estava no estádio do Pacaembu narrando um jogo pelo Campeonato Paulista por uma emissora concorrente, protestou, exaltado, e disse que o governo, os deputados, “seja lá quem fosse” , deveriam tomar providências, por ser um absurdo o São Paulo ter se submetido a esse vexame de apanhar de 4 x 0, desmoralizando o futebol brasileiro.
Paulo Machado de Carvalho Filho assinala que no dia seguinte alguns jornais brasileiros, principalmente de outros estados, publicaram matéria ” como se o jogo fictício realmente tivesse havido “. Com o cuidado de guardar as devidas proporções, ele compara o episódio à falsa invasão dos Estados Unidos pelos marcianos, programa de rádio de Orson Welles, em 1938, que provocou pânico nos norte-americanos.
Quando a Panamericana informou que se tratava de uma brincadeira do ” Dia da Mentira ” , os jornais se dividiram: os que deram o resultado criticaram a emissora; os que não deram o resultado divertiram-se com a “barriga” dos concorrentes. Quatro dias depois o Diário Popular estampou manchete de sua página de esportes: ” Agora, não é Primeiro de Abril….” o jornal noticiava que o São Paulo perdera para a seleção da cidade de Bruxelas por 2 x 1.
A brincadeira da Emissora de Esportes serviu para comprovar que depois do rádio ter iniciado as transmissões diretas, os jornais passaram a utilizar as informações radiofônicas, numa inversão da época da “gilete press”.
Diz o Almanaque do São Paulo, de Alexandre da Costa, que após o amistoso contra o Genoa, da Itália (29/03/51), o São Paulo se juntou à equipe do Bangu para uma série de amistosos combinados (13 jogos, 10 vitórias, 1 empate e 2 derrotas - série de amistosos que por sinal facilitaram a vinda de Zizinho, o Maestro, para o clube). Entre isso, a Rádio Panamericana, com narração de Geraldo José de Almeida, apresentou de fato o falso jogo, como brincadeira que, todavia, nessa versão teria terminado 8 x 1 para a equipe de Milão - Detalhe é que o juiz teria roubado adoidado para o time da casa...
Relatos de época dizem que foi uma balbúrdia a repercussão do jogo, com torcedores rivais revoltados com o desempenho pífio do Tricolor, que estaria enterrando ainda mais o nome do Brasil no cenário internacional do futebol (lembrar Copa do Mundo de 1950). E claro, estavam também com muito sarro e gozação.
Mal sabiam eles que no dia seguinte, após a divulgação da brincadeira, quem tiraria um barato seriam os Tricolores...
quarta-feira, 10 de março de 2010
Lenda até em cruzadinhas
quarta-feira, 3 de março de 2010
Jogo-Relâmpago
EC XV de Novembro (PIRACICABA - SP) 1 x 1 Associação Atlética PORTUGUESA (Santos - SP)
ECXVN: Muca (Badé); Virgílio, Pescuma, Neguito e Dorival; Neves e Benê, Tabai, Proti, Picolé e Sabino. Técnico: Nelson Filpo Nuñez.
AAP: Cláudio; Alberto, Adelson, Osmar e Marçal; Dé e Pereirinha; Babá, Valdir, Lio e Vicente. Técnico: Adelmo Pelegrino Begliomini.
Gols: Benê, 10/1; Lio (pênalti), 16/2.
Árbitro: José Astolphi
Renda: Cr$ 2.126.500,00
Ai você para e pensa: "Sim, e daí? Que cargas d'água isso está fazendo aqui?"
Explico. Nas palavras de Rubens Ribeiro, autor do livro da FPF: O Caminho da Bola (volume II, página 333).
"Esse jogo ficou marcado pela indisciplina, a começar por agressão mútua que resultou na expulsão de Valtinho e Amauri. Meia hora depois, Cardoso foi expulso por reclamações. Essas ocorrências levaram o árbitro a dar cinco minutos de acréscimo e, quando eram decorridos dois minutos, houve invasão do gramado em virtude de agressão de Valdir em Badé (ambos foram expulsos). Foram agredidos os jogadores do time visitante, árbitro e auxiliares. Depois de vinte minutos o jogo deveria ser reiniciado, mas a Portuguesa se recusou a participar. Os três minutos restantes, segundo determinação da Federação Paulista, deveriam ser disputados no dia 15 de janeiro de 1966".E foram. Imagina só, aconteceu no Morumbi, na data prevista. Essa situação bizarra foi levada a cabo mesmo com o campeonato em questão já encerrado e em um estádio vazio - nem para ser a preliminar de outro jogo qualquer...
A partida mais rápida da história do Estádio Cícero Pompeu de Toledo.
E como não poderia deixar de ser, terminou 0 x 0, ou seja, manteve-se o placar herdado da partida anterior.
domingo, 28 de fevereiro de 2010
O Tricolor Paulista dos Pampas
Digamos que isto é um "off-topic".
O Morumbi é aqui
Faltavam campeões no Grêmio? O clube resolveu isso comprando de baciada
Por Frederico Langeloh - Revista Placar
Pois o sonho de contar com a dupla (e seu cartel de títulos) demorou quase um ano para ser concretizado. Mas foi. A esperança é que junto com Souza, o dono do meio-campo gremista desde a saída de Tcheco, Leandro e Borges possam devolver o Grêmio aos tempos das grandes conquistas - desaparecidas do Olímpico desde a Copa do Brasil de 2001. Mas ainda faltava um elemento para completar a turma de medalhões para a temporada que poderá ser a da redenção dos títulos nacionais: Hugo. Jogador do Grêmio em 2006, o meia-atacante mudou-se para o Morumbi ao fim da temporada. Ganhou títulos, mas jamais teve o carinho da torcida. Vanessa, a mulher de Hugo, gaúcha de Caxias do Sul, também foi fator decisivo para o retorno dele ao Rio Grande.
Hugo, Souza e Leandro, juntos no São Paulo em 2007
Assim, o Grêmio fechou aquele que considera o "Quarteto Fantástico" para a temporada: Souza, Hugo, Leandro e Borges. E não saiu barato. Parte dos 6,5 milhões de euros pagos pelo Shakhtar Donetsk ao Grêmio por Douglas Costa foi reservado para bancar as luvas do trio - após pagar outros credores, o Tricolor ficou com menos de 1 milhão de euros. Mas valem cada centavo (de euro). No currículo, cada um dos Quatro Mosqueteiros tem mais títulos que o Grêmio da última década. Além deles, a turma do Morumbi é completada pelo técnico Silas, campeão brasileiro em 1986 com o São Paulo como jogador, e os laterais Fábio Santos e Joílson - este, sem chances no clube, deve ser negociado.
"É claro que eles foram buscados por serem experientes e, sobretudo, bons jogadores. Mas as conquistas pessoais também contaram muito para que contratássemos esses jogadores. São vencedores. E precisamos desse tipo de atleta por aqui", afirma o vice de futebol do Grêmio, Luiz Onofre Meira. Mas o dirigente vai além. O clube aposta em uma química vitoriosa na história do tricolor gaúcho para voltar a erguer taças: a mescla de jogadores experientes com a gurizada da casa. Foi assim com aqueles times responsáveis pelas principais taças no museu do clube. "Deixamos de trazer jogadores 'de grupo' para reforçarmos o time com jogadores de nome", afirma Meira. "Essa turma que passou pelo São Paulo dará equilíbrio a um elenco formado na base do Grêmio", acrescentou o vice de futebol.
Hugo, Leandro e Borges já demonstravam grande entrosamento com os demais jogadores em seus primeiros dias vestindo azul, preto e branco. A integração, a partir de Souza, Fábio Santos e Joílson, foi rápida. "Já me sinto em casa", afirma Borges. "No futebol, é difícil você jogar outra vez com amigos. No Grêmio, reencontrei Leandro, Souza, Hugo e Joílson, grandes amigos, com quem fui campeão brasileiro em 2007 no São Paulo. Nunca pensei que voltaria a trabalhar com eles. Isso dá uma motivação extra para entrar em campo. Sei que a torcida espera que consigamos repetir, aqui, aquela temporada do São Paulo", diz o atacante. A primeira semana de convivência do quarteto ocorreu na pré-temporada do time, na cidade de Bento Gonçalves. Inseparáveis, eles foram ainda o destaque dos treinos e amistosos da preparação.
Leandro trocou Tóquio por Porto Alegre com grande convicção. Estava acertado com a direção gremista há quase um ano. Só não desembarcou antes na cidade porque o clube japonês negava-se a liberá-lo. Quando voltou ao Brasil para se apresentar ao Grêmio, recebeu uma sondagem do São Paulo. Ainda nos tempos de Muricy Ramalho, o Morumbi sonhava com seu retorno. Antes de ser demitido, o técnico tricampeão brasileiro havia revelado que, de todos os sãopaulinos negociados, Leandro era aquele que ele mais desejaria ter de volta. A tentativa de repatriar Leandro ocorreu durante um jantar com o amigo Rogério Ceni, na capital paulista. O atacante agradeceu o convite, mas garantiu que seu desejo para 2010 era defender o Grêmio. "O pessoal do Grêmio foi conversar pessoalmente comigo. Estávamos acertados há muito tempo. Não os deixaria na mão", afirma Leandro.
A partir de agora, o desafio dos Quatro Mosqueteiros será transformar bom ambiente e motivação em conquistas. Se nos tempos de São Paulo nenhum deles chegou a ser o esteio do time, no Olímpico a equipe de Silas será construída em torno dos quatro amigos. Souza já havia assumido esse papel na temporada passada. Por isso, era ovacionado nas vitórias e vaiado nas derrotas - no imaginário do torcedor, ele precisava resolver sempre. Agora, dividirá com Hugo, Borges e Leandro a missão. Souza e Hugo serão respon- sáveis pela armação, enquanto que Borges e Leandro devem formar a dupla de ataque. Jonas corre por fora... "Entendo que todos são protagonistas sempre. Discordo desta história de coadjuvante. São jogadores de renome e com grande experiência. Precisávamos disso por aqui", diz Souza.
Hugo também rejeita o rótulo de fazer a "escadinha" para as estrelas. Entende que desde 2007 era um dos grandes nomes do São Paulo, embora não fosse reconhecido como tal: "Cheguei ao Morumbi sob desconfiança, mas, aos poucos, fui me tornando um dos principais jogadores do time. Venci dois Brasileirões e fiz 30 gols. Isso não é coisa de coadjuvante".
Borges, Leandro e Hugo chegam para se juntar a Souza, Fábio Santos, Túlio, Rochemback, Réver e Victor, além de garotos como Mário Fernandes, Roberson, Bruno Collaço, Mithyuê, Maylson e Henrique. A intenção do Grêmio é que tal mistura termine em título ao fim da temporada. Mas fica uma dúvida: também não há a possibilidade de o vestiário do Grêmio transformar-se no vestiário do Morumbi? Com uma espécie de panelinha? "É absurdo pensar algo assim", indigna-se Borges. "É claro que somos grandes jogadores, todos com experiência, mas aqui também encontramos um grupo com excelentes atletas. Não haverá panela alguma."
O bom ambiente do vestiário também é garantido por Silas. Está escudado pelo preparador físico Paulo Paixão, tão famoso por seu trabalho motivacional e de aglutinação de grupo quanto pelo fôlego que dá aos jogadores. "Não acredito em problemas de vestiário. Todos são experientes e vencedores. Se aceitaram o desafio de trocar de clube foi para seguirem obtendo conquistas. Além disso, são excelentes homens de grupo", afirma Silas.
Mais um detalhe sobre o quarteto: a forte personalidade. Em diversas oportunidades, eles já foram responsáveis por declarações incendiárias. Até mesmo Hugo, o mais tranquilão da turma. Ao desembarcar em Porto Alegre para assinar contrato, ele disse que precisaria aguardar mais alguns dias para acertar-se com o Grêmio porque ainda esperava uma oferta do exterior. É claro que a torcida não gostou de ouvir isso. As línguas de Leandro e Souza, amipor exemplo, já seriam colocadas à prova no fim de janeiro, no Grenal do dia 31. "Sempre fui de falar, é verdade. Mas amadureci muito no Japão. Não faço mais provocações aos rivais", diz Leandro. Ao contrário do amigo, Souza garante que seguirá o mesmo de sempre: "Sei que provocar e falar bastante não ganha jogo, mas não deixarei nunca de dizer o que penso. Estamos em um país livre".
A estreia do quarteto em partidas oficiais, 3 x 2 contra o Pelotas de virada, funcionou como um show-room. Leandro foi contratado por sua movimentação? Pois em Pelotas atuou de meia-atacante e lateral-direito. E foi como lateral que surgiu no lado esquerdo para cavar o pênalti do primeiro gol. Borges chamava atenção pela proteção de bola? Foi em uma parede dessas que marcou o gol de empate. Hugo atraía pelos chutes de fora? O gol da vitória saiu de um chute assim. Se a primeira impressão é a que fica, o "Quarteto Fantástico" já ganhou o crédito de que precisava com a torcida tricolor.












